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Preciso de sua ajuda, ou melhor, de seu dinheiro

2020.08.14 01:45 BryanLisboa Preciso de sua ajuda, ou melhor, de seu dinheiro

Preciso de sua ajuda, ou melhor, de seu dinheiro
Sinceramente se não estiver disposto a me ajudar simplesmente saia daqui, não preciso de sua ajuda se está aqui só por curiosidade.

Sabe, eu estou em um processo de criação de um jogo (e aqui muitas pessoas já saíram desse post). É uma pena para elas. Eu já digo que não sou mais um "noob" ai que diz criar jogos... não... eu sou diferente. Eu poderia falar com você que eu gosto de criar jogos e mais isso e mais aquilo, mas isso só te faria ver que sou apenas mais um criador dev. E também, a historia vai muito além disso.
Como já disse não sou mais um random qualquer que diz criar jogos mas é um desesperado pra criar o novo GTA VI ou o novo Forza Horizon. Não... Agora chega de falar de mim e vamos ao que eu vim aqui pedir.
Estou criando um jogo e sou um desenvolvedor individual e preciso de grana para meu projeto.
Pronto... é só isso.

Mas é claro que seria egoísmo da minha parte dizer isso e simplesmente esperar que você me ajudasse sem nem sequer contar um pouco sobre.
Antes já queria dizer que não sou Norte Americano e não sei falar inglês. Esse texto foi traduzido para sua língua usando um tradutor de texto comum, se houver erros de gramática ou você não entender algo... eu simplesmente lamento por você. Só para saber eu sou Brasileiro (Moro e nasci no Brasil)
"Mas por que você veio aqui pedir ajuda de estrangeiros ?"... não é óbvio ? o mercado Norte Americano é muito mais desenvolvido na parte de jogos indie comparado ao Brasil. Dai se pode retirar vários exemplos, e o mais famoso aqui para nós é o Minecraft que foi comprado pela microsoft por incríveis 2.4 bilhões de dólares.
Bom. Já chega de enrolar.
Eu estou criando um jogo inteiramente sozinho, antes que perguntem, não... eu não preciso de ajuda. Eu estudei por conta própria e tenho todo o conhecimento necessário para tornar meu sonho realidade. O que me falta apenas é o dinheiro para aplicá-lo. De fato é muito difícil criar um jogo sozinho e ainda mais no nível que estou fazendo.
Estou criando um jogo de terror que se passa na minha atual escola. Eu posso te afirmar que no momento dessa postagem eu tenho (em porcentagem) cerca de 30% do jogo pronto, os outros 70% eu te confesso que não sei se vou conseguir sozinho e á tempo. Eu modelei a minha própria escola e ela está 80% parecida com a original tanto dentro quanto por fora. Abaixo eu deixo umas fotos para vocês verem que não estou (por algum motivo) mentindo.

https://preview.redd.it/zlub3af0qug51.png?width=1354&format=png&auto=webp&s=7b517627be5f027e9ec4c7e11dba1a1a6ce46b22
https://preview.redd.it/d5en2if0qug51.png?width=967&format=png&auto=webp&s=6b2616b0d19d6e92e1fd53da6d0f80630c73ef53

https://preview.redd.it/zfwvwl1erug51.png?width=1047&format=png&auto=webp&s=0888d969dabcdb6a196fb5eab60ecbd614d03cf2
Agora abaixo algumas fotos da minha escola na vida real, sintam-se a vontade para comparar as fotos.

https://preview.redd.it/4kgi7ipirug51.jpg?width=569&format=pjpg&auto=webp&s=f94c60cb13e916567d4d6d975b678a5c2df15506
Infelizmente não tem muitas fotos boas na internet para disponibilizar aqui para vocês, mas se ainda não estiverem satisfeitos podem pesquisar por: Colégio Tiradentes, Diamantina Brasil. Que vão encontrar vídeos e mais fotos, fiquem á vontade.
Nas prints do jogo ainda faltam alguns detalhes, e ainda não fui capaz de fazê-los pelo cansaço mental.
Agora deixe-me contar meu objetivo.
Eu atualmente estou cursando o 2° ano do ensino médio e ano que vem será minha formatura. Minha ideia de fazer esse jogo é transmitir uma mensagem de motivação para todas as pessoas que chegarem no final dele. Não é um projeto nem algo muito grande, porém eu quero terminá-lo antes da minha formatura no ano que vem. E para isso eu preciso modelar os personagens, o cenário que falta e coisas mais para terminar ele. O projeto possui um GDD (Game Desing Document) e tudo esquematizado mesmo que eu esteja fazendo sozinho, eu quis registrar tudo...
"Por que você não usa Assets prontos ?" é simples... eu não quero e nem posso.
Esse jogo está me dando muito trabalho e por mais que eu quero fazê-lo para passar uma mensagem motivadora á todos os colegas da minha turma na formatura do ano que vem, eu ainda assim quero poder tirar uma grana de todo esse esforço que tive, por isso não posso usar Assets prontos pois muitos possuem direitos autorais (copyright) e muitos eu não encontro na internet.
Enfim chegamos ao ponto final.
Por isso eu preciso de sua ajuda. Preciso de uma quantia para contratar um publisher (uma pessoa para criar os modelos 3d para mim) e assim poder comprar desse publisher os modelos e tudo mais que preciso para meu jogo. E também para comprar alguns Assets e mais algumas coisas. Tudo isso para terminar o jogo antes de minha formatura. Se você poder me ajudar eu criei uma "vaquinha" on-line para você poder fazer sua doação para mim. Se preciso entre em contato comigo pelo próprio Reddit.
Link: http://vaka.me/1288369

Para você que ficou até o final, um pedaço de como está ficando o jogo
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2020.06.15 09:22 amandasawan Eu amo Larry

suposições Larry stylinson
primeiramente o site do Harry de colocar os nomes, eu botei Larry e veio: "you're the end of june, tpwk"
Fine Line e Walls, feitos um pro outro? os dois álbuns, dos cantores Harry styles e Louis Tomlinson saíram perto um do outro, E agora eu vou dar algumas evidências q fine line é sobre Louis e walls sobre Harry.
em Golden, Harry fala o seguinte: "I'm hopeless, golden so wait for me in the sky" "golden, golden, he is broken I know you're scared cause I'm so open" o que eu vejo como o Louis tendo medo de se abrir sobre sua sexualidade e tendo que viver oprimido por fingir ser hetero, E que o único lugar que ele não vai precisar fingir é o paraíso, onde eles vão ficar juntos.
em Watermelon Sugar Harry fala: "Tastes like strawberry" e Louis usava pasta dental de morango, mas continuando, "baby, you're the end of june" como eu falei la em cima, dia 28, dia dos gays, Larry, blábláblá, não vou pisar nesse tópico de novo
vamos pra Adore You: "walk in your rainbow paradise" de novo, sexualidade, eu acho "strawberry lipstick state of mind" Louis e sua pasta de morango "you don't have to say you love me you don't have to say nothing lately you've been on my mind" a reunião de 1D tá chegando, além de esse ser o pride month e todos eles estarem em londres já faz um tempo. sinto uma aproximação
partiremos então para Lights Up: "I could but wouldn't stay" o Simon ameaçava acabar com A banda se visse eles dois juntos, então acho que é isso " it'd be so sweet if things just stayed the same" eles se abraçavam e mostravam o afeto que tinham um pelo outro livremente, acho que é isso. Louis chorou quando anunciaram haylor (q eu acho q foi marketing pq Harry e Taylor não tem nada a ver) e Harry chorou quando Louis falou que ia ser pai. "lights up and they'll know who you are" acho q é falando pro nosso tommo sair do armário. "Shine, I'm not ever coming back" eles sexualizavam mto o Harry pq ele era o menino que todas as meninas tinham crush na 1D, E ele agora pode ser quem é, outra gravadora que não controla ele desse jeito.
e vamos pra Cherry: "don't you call him baby" sla, me deu uma vibe de algum ciúmes batendo, falando pra não chamar ele de amor. "we're not talking lately" ele perdeu bastante contato com todo mundo, acho q o Harry virou meio hippie, quase não usa i celular e tal. "I noticed that there's a piece of you in how I dress" o Harry tá sempre de roupas coloridas e extravagantes, além de derrotaram os padrões de masculinidade da sociedade. Acho q o Louis queria poder ser assim publicamente. "I just miss your accent and your friends" o niall extravagante que provavelmente fez toda a 1D acontecer de vdd tem um sotaque, além de os amigos deles serem os meninos da banda, o que inclui nosso lindo Loulou.
agora vamos pra Falling,uma das minhas preferidas: "I'm I'm my bed, and you're not here" eles dividiam um apartamento, não duvido nada q eles acabavam cuddling juntos. "I'm falling again" eu acho q ele e Tommo voltaram a se falar e ele se apaixonou de novo, É isso. "you said you cared and you missed me too" vamos ver isso no walls, álbum do Louis, ele fala isso bem na cara. Eu amo meu Larry. "and I'm well aware I write too many songs about you" todo mundo vê q eles escrevem músicas um pro outro o tempo inteirinho "and the coffee's out at beachwood cafe" beachwood cafe é um café na cidade natal de Louis, além de ele ter uma tatuagem que parece ser igual o papel de parede do lugar. "and I get the feeling that you'll never need me again" ele vê o homem da vida dele casar e ter filho, obviamente ia ficar despedaçado. Quem não ia se achar não necessário numa situação dessas? a próxima é To Be So Lonely: "dont blame me for falling, I was just a little boy" o Harry conheceu os meninos sendo o mais novo, com 16 aninhos, um bebê. Acho q é isso. "I know that you tryna be friends" acho que mais que isso, Harry. "cause I miss the shape of your lips" todo mundo sabe que os lábios do nosso bebê Louis Tomlinson são icônicos, não da pra negar. ele sente saudade dos beijos Larry.
She: "just sailing away, without telling his mates" quem vai me falar que isso não é sobre o Zayn? Ah, além disso, eu acho q a música é sobre a Eleanor, pelo visto ex do Louis já que nada foi confirmado, pq ele fala duma tal assistente pegando café pra ele na hora 1:32. antes deles se oficializarem, Eleanor era confundida como assistente de Louis por estar sempre pegando café pra ele, E 1:32 é a linha do princess Park, o lugar que Harry e Louis moravam juntos.
a próxima é Sunflower Vol. 6: "I've been trying hard not to talk to you" Louis indo atrás do Harry, interessante. "I couldn't want you anymore, kiss in the kitchen like it's a dance floor" tem vários vídeos deles na cozinha do princess Park, eles amavam aquele lugar, E Harry expressa seu desejo por Louis de volta.
Canyon Moon: "I'll be gone too long from you" 5 anos sem alguma interação de verdade, né amores? "all through Paris, all thorough Rome" numa entrevista o entrevistador perguntou: qual seria o lugar mais romântico pra um encontro? Harry respondeu Roma e Louis respondeu Paris. "I heard Jenny saying" Louis em algum vídeo brincou sobre se chamar Jennifer. "doors yellow broken blue" no beachwood cafe perto da casa do Louis a porta éazul e amarela.
Fine Line: "we'll be fine line, we'll be alright" eu tenho certeza q ele tá falando q a relação deles e do Louis algum dia vai melhorar ao ponto de todo mundo poder saber. essa foi a única coisa q achei nessa música, mas vamos pra próxima.
Treat People With Kindness: não tem nada não, É só uma vibe mesmo
ÁLBUM DO LOUIS, WALLS
Kill my Mind: "you kill my mind, raise my body back to life" então o Harry faz ele se sentir vivo, Hmmm senhor Tomlinson. "on a mission to feel like when you kissed me for the last time, why?" querendo replay de beijo Larry, todos queremos, vai em frente.
Don't let it Break your Heart: "on our way to 27" O HARRY Q VAI FAZER 27 AAAAA. "I now you left a part of you on new York, in that box under the bed " Como todo mundo sabe o Harry voltou chorando de NY "when you love someone and they let you go" indireta pq o simon não deixava o Harry perto do Louis, coitados, o nosso Hazza teve q deixar o Boo Bear ir. "whatever tear you apart" nem precisa explicar essa.
Two of Us: "it's been a minute since I called you, just to hear the answerphone " ELE LIGOU PRO HARRY MESMO SABENDO Q ELE NAO IA PODER ANYENDER, Q FOFO. "the day they took you, I wish they took me instead" levaram o Harry pra algum lugar, provavelmente NY pq ele sempre voltava chorando. que ótimo. essa música é mais sobre a mãe e irmã dele então não vou forçar a barra
We made It, uma q me faz chorar: "met you at the doorstep" oops e hi, É isso. "share a single bed and tell each other what we dreamed about" EU SEI Q ELE E O HARRY DORMIAM JUNTOS NO PRINCESS PARK. "we were only kids tryna work it out" 16 e 19 as idades dos meus nenéns em 2010. assim, não tem mta coisa nessa música pq é sobre subir na carreira, mas essas duas dão na cara
Too Young: "I've been looking back a lot lately" ele quer o Harry de volta, eu vejo isso, eles tinham ciúmes um do outro e tal. "everything's feeling different now" ele não quer mais ficar com a Eleanor e não tá certo sobre isso, ele só quer o nosso perfeito Hazza de volta. "oh I can't believe i gave in to the pressure" ele confirmando q o simon fez eles se afastarem. "when they said a love like this would never last" ele só confirma q eles tão apaixonados e precisam um do outro, eu só quero meu Larry de volta. "I'm sorry that I hurt you darling" só piora, essa música foi frita pro Harry sem um pingo de dúvida. Eu sinto q eles tão de quarentena juntos. não vou falar exatamente mas tem uma hora q ele fala que eles tão sentados na cozinha tendo a conversa que ele queria ter tido antes. Eles definitivamente estão no mesmo lugar agora.
Walls: "I watched them fall down for you" isso é romântico ora cassete, eu ano o Louis e o jeitinho dele de se expressar, isso tem q ser pro Harry, já que fala sobre como a outra pessoa mudou 1o. "nothing makes you hurt like hurting who you love" assim q vc ea Eleanor começaram a namorar eu senti meu Larry meio distante, com o filho então, o Harry até chorou, eu entendo esse verso sobre ele nunca querer fazer isso pra machucar nosso babycake. é isso
Habit , uma das minhas favoritas: "i know that you Said that you'd give me another chance, but you and I knew the truth of it I'm advance" acho q ele fala q passou muito tempo e que talvez o Harry não queira mais nada com ele, o que eu duvido. "I'm missing you and your addictive heart" todo mundo conhece o Harry pelo coração imenso dele, então nem tenta disfarçar sweetcheeks. "you're the habit that I cant break, you re the feeling that I cant put down" vc, Louis Tomlinson é completamente apaixonado no Harry, a gente já entendeu. "you're the high I kneed right now" watermelon sugar high, bebês. depois ele fala q tava fingindo ser alguém q não era por causa da mídia e blábláblá, já tem vídeo dele gritando q é gay então fodase, essa parte a gente ama E EU ESPERO Q HAZZA ESTEJA OUVINDO ESSAS MUSICAS. "and it's been ages, different stages, come so far from princess park" o Louis e o Harry moravam juntos no princess Park. "I'll always need ya" ok, eu sou mto cadelinha desse casal.
ok, eu cansei pq tô há mais de 3 horas escrevendo isso, por enquanto é só.
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2019.08.04 02:52 altovaliriano Os primeiros dias do fandom de ASOIAF e Game of Thrones

Link: https://bit.ly/2KtExQJ
Autora: Alyssa Bereznak
Título original: The Last Popular TV Show (How game of Thrones became the last piece of monoculture)

Padraig Butler não se lembra exatamente quando se tornou Deus-Imperador da Brotherhood Without Banners. Nos últimos 18 anos, o gerente demeteorologia aeronáutica de 43 anos fez uma peregrinação anual à Worldcon, a convenção de ficção científica e fantasia, para celebrar o trabalho de George R.R. Martin, autor de As Crônicas de Gelo e Fogo. E foi quase 18 anos atrás, quando ele viajou pela primeira vez de sua cidade natal, Dublin, na Irlanda, para a Filadélfia, que começou a jornada até Imperador-Deus.
Segundo a história, a recém-criada organização - batizada em homenagem a um grupo fora da lei na série de livros - organizou uma festa em homenagem a Martin. Depois de uma noite de bebedeira, um fã bem satisfeito, conhecido em fóruns online como Aghrivaine (e cujo nome real é David Krieger), presenteou o autor com uma espada e pediu para ser armado cavaleiro. O autor concordou sob uma condição: que Krieger e os outros foliões se juntassem a ele em uma "missão" às 1 da manhã ao Pat’s King of Steaks. Naquela noite, depois que cerca de 20 membros da BWB encheram seus estômagos com a comida local, eles foram apelidados de Cavaleiros do Cheesesteak.
Nos primeiros anos do clube de fãs do livro, quando o tamanho dos encontros da Brotherhood Without Banners ainda era administrável, esses títulos voltados para a comida se tornaram um símbolo de honra. (Os Cavaleiros da Poutine, os Cavaleiros do Deep Dish, os Cavaleiros do Haggis e, lamentavelmente, os Cavaleiros da Lixeira). Por decreto de Martin, foram acrescentadas outras honras para reconhecer a participação. Um membro que tivesse participado de pelo menos três grandes encontros da BWB seria apelidado de lorde. Depois das cinco, um príncipe. E depois de sete, rei. Butler já esteve em 16 Worldcons e cerca de 100 outras convenções relacionadas a Thrones e confraternizações pertinentes, protegendo seu reino há muito tempo por meio de seu título de cavaleiro do Cheesesteak. "Eventualmente perguntaram a George, de que chamaremos Padraig agora?" Butler lembra. "Ele disse: ‘É isso. Ele é um rei. Ele vai ficar rei até que alguém o remova do trono’”. Butler não tem planos de parar. "Agora as pessoas apenas dizem: 'Você é o Imperador-Deus'".
Butler visitou um total de 12 países e quatro continentes para se encontrar com seus companheiros de estandarte, construindo uma rede social internacional digna de um líder mundial consagrado. E graças a uma junção de tecnologia e entretenimento, a série de livros indie pela qual ele se apaixonou nos anos 90 se tornou uma espécie de passaporte cultural, tanto uma razão para ver o mundo quanto uma maneira de se conectar com as pessoas que o compõem.
Ao longo dos anos, ele também assistiu com admiração quando Game of Thrones explodiu e se tornou uma peça onipresente da cultura pop diante de seus olhos. Um dia, ele embarcou em um trem e viu vários passageiros lendo os livros de Martin. Então ele olhou para cima para ver outdoors gigantes anunciando a data de estréia da adaptação da HBO. Eventualmente, seus colegas no aeroporto começaram a discutir o programa como uma fonte de turismo. (Uma atração de 110.000 pés quadrados chamada Game of Thrones Studio Tour será aberta na Irlanda na primavera de 2020.) Depois de quase 20 anos celebrando a série, e vendo-a se transformar em best-seller, programa de televisão, universo estendido e a potência da propaganda, ele ainda acha difícil processar o alcance da franquia. "É tipo: Nossa, isso está em toda parte agora."
[...]
Em 1997, Linda Antonsson estava dando uma olha sua livraria local em Gotemburgo, na Suécia, quando se deparou com uma versão em brochura de A Guerra dos Tronos, de George R.R. Martin. Era o primeiro item no que o autor previa ser uma trilogia intitulada As Crônicas de Gelo e Fogo, e contava a história de várias grandes casas disputando o poder nos continentes fictícios de Westeros e Essos, contada a partir da perspectiva de um punhado de personagens interessantes. O livro tinha sido lançado no ano anterior sem muito alarde. "Realmente não fez sucesso quando saira em capa dura", lembra Antonsson. Mas quando ela começou a ler, foi fisgada.
Ninguém mais que ela conhecia havia lido o livro, então ela se voltou à internet em busca de outros fãs de Martin - o que era uma experiência relativamente nova nos anos 90. "Eu lia muita fantasia, mas nunca tive ninguém com quem conversar sobre fantasia", ela me disse. "Eu tinha todas essas coisas que queria discutir e ninguém para conversar." Os cidadãos suecos não conseguiram adquirir suas próprias conexões dial-up até 1995; antes disso, Antonsson ocasionalmente fazia o acesso no centro de informática de sua universidade, onde estudava arqueologia clássica. Quando ela finalmente conseguiu sua própria conexão à Internet, ela navegou de bulletin board em bulletin board, debatendo desde a trilogia O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien à série de livros A Roda do Tempo, de Robert Jordan. “Era um mundo incrível para se entrar, para poder encontrar todas essas pessoas que compartilhavam seu interesse sobre essas coisas que pareciam bem obscuras.”
Através desses primordiais fóruns da internet, Antonsson também descobriu o ElendorMUSH, um RPG multijogador baseado em texto que simulava o ambiente da Terra Média descrito nos romances de Tolkien. (O termo MUSH significa “alucinação compartilhada por vários usuários” [multi-user shared hallucination]. Isso foi antes de World of Warcraft, quando os computadores não tinham placas gráficas poderosas e os jogadores tinham que usar sua imaginação). Foi lá, na “cultura” que Antonsson havia se juntado, que ela conheceu Elio García. Na época, García estudava literatura inglesa e história medieval na Universidade de Miami. E os dois passaram os últimos anos analisando os detalhes mais sutis da Terra Média em árvores de discussão da Usenet, as precursoras dos fóruns on-line. Depois de terminar A Guerra dos Tronos, Antonsson convenceu o cético García a lê-lo também.
Logo eles estavam navegando juntos. Em 1998, a internet estava sendo amplamente usada como um utilitário de busca de informações em vez de uma rede social. Mas com a ajuda de algumas pesquisas no AltaVista, os dois encontraram tantos fóruns de fãs de A Guerra dos Tronos quanto puderam. Entre seus resultados estava Dragonstone, que García lembra ter sido executado via uma conexão de internet instável na Austrália; Harrenhal, que foi construído sobre a plataforma de serviços web Angelfire da Lycos (quee de alguma forma ainda existe hoje); e um fórum chamado Canção de Gelo e Fogo, dirigido por um usuário chamado “Revanshe.” Isso foi na época em que o mundo do entretenimento estava começando a entender o poder de marketing de mitos na internet. E, ao fuçar os fóruns de fãs dedicados à série Wheel of Time, Antonsson havia testemunhado em primeira mão como pistas e pontos da trama não resolvidos motivavam conversas. Ela viu o mesmo fervor se desdobrando com ASOIAF.
"Algumas das maiores e mais intensas discussões sempre foram sobre mistérios", disse Antonsson. "O primeiro tópico que eu lembro de ter lido no fórum de Pedra do Dragão foi a discussão sobre a paternidade de Jon e as poucas pistas que existiam depois do primeiro livro."
O fórum ASOIAF de Revanshe acabou se tornando grande em 1998, acumulando o que García estimava em cerca de 1.000 usuários regulares. Quando chegou a hora de Revanshe ir para a faculdade de medicina, ela passou o site para García, que já havia se tornado um moderador.
Enquanto isso, García e Antonsson estavam planejando começar seu próprio jogo MUSH em Westeros. Para garantir uma representação fiel, eles colocaram sua formação acadêmica em prática e tornaram-se geologistas, botânicos, zoólogos, antropólogos e historiadores autônomos de Westeros, registrando todos os fragmentos de dados que poderiam extrair de de Guerra dos Tronos em um documento do Microsoft Word chamado “The Concordance”. Eles compartilharam o banco de dados no fórum ASOIAF, pavimentando o caminho para a fundação da enciclopédia on-line feita por fãs, que hoje é conhecida como A Wiki of Ice and Fire. A wiki, que seria desenvolvido alguns anos depois, é composto de 23.081 páginas de conteúdo e passou por 236.642 edições desde o seu lançamento. Também inspirou a fundação de 11 sites irmãos em idiomas estrangeiros.
Observando os fóruns de fãs da Roda do Tempo, eles também estavam cientes de que a correspondência com os autores era freqüentemente perdida em tópicos separados. Então foi nessa época que eles começaram a registrar as entrevistas de Martin, e-mails, respostas em fóruns e postagens em blogs pessoais. (Naquele ano eles fizeram seu primeiro momento de contato com o autor, para pedir permissão para fazer o jogo MUSH. Meses depois, ele concordou, e os dois ainda tocam o A Song of Ice and Fire MUSH como um projeto paralelo).
O crescimento constante dos seguidores on-line de Martin - emparelhado com seu envolvimento na cena de ficção científica e fantasia desde os anos 1970 - gerou uma quantidade razoável de novidades para o segundo fascículo da série de Martin, A Fúria dos Reis. "Martin não pode rivalizar com Tolkien ou Robert Jordan, mas ele se qualifica com perfeitos medievalistas de fantasia como Poul Anderson e Gordon Dickson", escreveu um Publisher's Weekly cautelosamente otimista. À época, Peter Jackson estava se preparando para filmar a trilogia de filmes de O Senhor dos Anéis, e produtores e cineastas que viam potencial no gênero de fantasia começaram a sondar Martin pelos direitos de sua história. (Ele hesitou, convencido de que sua história nunca poderia ser esmagada no formato de filme).
Foi quando a coisa entre García e Antonsson ficou séria em mais de uma maneira. Por dividirem o gosto por Tolkien, Jordan e Martin, um romance floresceu e, alguns meses depois de Fúria ser lançado, García se mudou para a Suécia. Todos com quem eles conversaram sobre a série estavam apaixonados por ela. “Nós tínhamos alguns proselitistas que falavam em arremessar os livros em amigos, familiares, colegas de trabalho, etc.”, disse García por e-mail. “E foi tudo muito orgânico. A Random House não passava seu tempo vasculhando maneiras de nos vender ou fazendo com que trabalhássemos para eles, os fãs só fizeram isso porque gostavam”.Encorajados pelo fato de o livro inicial não ter sido o único, eles lançaram o site Westeros.org, reunindo os fóruns que herdaram, os dados de “The Concordance” e seus registros dos declarações públicos de Martin. Começou como um projeto paralelo executado em um servidor miudo em casa, enquanto continuavam a perseguir seus respectivos objetivos acadêmicos. Mas, eventualmente, se tornaria a principal fonte de análise e informação sobre o universo, seu autor e tudo mais.
Enquanto isso, a série de Martin continuou atraindo mais leitores e tornando-se mais difícil de lidar. O manuscrito de seu terceiro livro, A Tormenta de Espadas, tinha 1.521 páginas, e alguns editores não conseguiram manter tudo em um volume. Mas seu apoio entre a comunidade on-line da fantasia ficou mais forte do que nunca, e a Publisher’s Weekly chamou esse fascículo de “um dos exemplos mais gratificantes de gigantismo na fantasia contemporânea”. Quando foi lançado em 2000, estreou em 12º lugar na lista de best-sellers do New York Times.
No momento em que Martin lançou O Festim dos Corvos em 2005, ele garantiu seu lugar como o proeminente escritor de fantasia da década. O livro chegou ao topo da lista de best-sellers do New York Times e a Time o apelidou de "o Tolkien americano". Mas ele também se deparou com os mesmos problemas com Festim que com Tormenta. Sua solução foi dividir Festim em dois e contar a história de apenas metade dos personagens, em vez de metade da história de todos os personagens. Ele explicou tudo no post scriptum do quarto livro, logo após um final instigante. "Olhando para trás, eu deveria ter antevisto", escreveu Martin em seu site pessoal em 2005. "A história faz suas próprias demandas, como Tolkien disse uma vez, e minha história continuou pedindo para ficar maior e mais complicada."
O que pode ter sido uma limitação editorial frustrante para Martin foi uma fonte quase enlouquecedora de suspense para sua crescente base de fãs. Depois de esperar cinco anos entre o terceiro e o quarto livro, os leitores ainda ficaram imaginando o destino de favoritos como Jon Snow, Tyrion Lannister e Daenerys Targaryen. O próximo fascículo seria lançado em 2011, seis agonizantes anos depois. E foi durante esses períodos de silêncio, quando os fãs não tinham material novo com o qual se ocupar, que eles começaram a se concentrar em criar os seus próprios. "Não tenho certeza se a popularidade que antecede os livros poderia ter acontecido se os livros tivessem saído muito rapidamente", disse Antonsson. “Ter tempo entre uma série de livros é o que alimenta a discussão nas comunidades. Dura mais”.
O acesso digital e as plataformas sociais estavam evoluindo para apoiar esses tipos de obsessões. Entre 1995 e 2005, o uso global da Internet aumentou de 44,4 milhões de usuários para 1,026 bilhão. Plataformas simples para blogs, como LiveJournal, WordPress e Xanga, tornaram mais fácil para as pessoas iniciarem blogs pessoais e compartilharem suas ideias sobre qualquer coisa, independentemente de quão arbitrárias ou específicas. E as primeiríssimas redes sociais da web, incluindo o MySpace e o Facebook, estavam na infância, assim como o conceito de podcasting.
Enquanto Martin continuava atualizando sua base de fãs através de um LiveJournal chamado Not a Blog, seus fãs adoradores lidavam com sua impaciência de formas cada vez mais criativas. A maioria preferiu vasculhar os fóruns de Westeros.org ou Tower of the Hand, onde puderam analisar todas as teorias possíveis em torno de cada enredo e propor suas próprias. Uma facção de leitores impacientes se separou para formar uma comunidade ressentida conhecida como GRRuMblers. O fundador do site Winter Is Coming, Phil Bicking se agarrou a um anúncio de 2007 de que a HBO adquirira os direitos da série As Crônicas de Gelo e Fogo, e redirecionou sua energia para um site do Blogger que registrava o elenco, as filmagens e a produção da série. Mesmo antes de o piloto ter sido filmado, os fãs no site de Bicking começaram a tratar os anúncios do elenco como mistérios não resolvidos. Como um colunista de fofoca, Martin iria postar dicas sobre quem foi escalado para determinado papel em seu blog, para alimentar a chama. "Então a base de fãs passaria dias debruçado sobre aquilo, tentando desvendar o teste", disse Bicking. “Nós descobrimos todos eles. Fiquei chocado que as pessoas foram capazes de descobrir até mesmo Isaac Hempstead Wright, que interpreta Bran, e estava em um comercial antes disso”. Bicking se lembra de ter começado dois tópicos separados para discutir rumores e vê-lo ser encher com quase 1.000 comentários cada um. “Então, eu fiquei tipo: 'OK, eu tenho aqui uma comunidade dedica e de bom”, disse ele. A grande imprensa estava tomando conhecimento". Algum programa de TV recente gerou mais entusiasmo on-line, sendo que nem mesmo é um programa de TV?", perguntou o The Hollywood Reporter em 2010.
Quando a HBO estreou Game of Thrones em 2011, Martin já era famoso. Ele havia vendido mais de 15 milhões de livros em todo o mundo, fora retratado pelo The New Yorker e poderia levar sua legião de adoradores e haters ao frenesi com uma simples foto de férias postada em seu LiveJournal. Tudo isso significava que, quando o programa estreou em 17 de abril, ele se saiu bastante bem segundo os padrões de televisão. Cerca de 2,22 milhões de pessoas assistiram à estreia, o que foi menos do que o número de espectadores conquistados por Storage Wars da A&E e por The Killing da AMC, e mais do que Khloe & Lamar do E!.
Ainda assim, a crítica o recebeu de forma foi irregular. Embora muitos analistas tenham elogiado a capacidade da HBO de estabelecer um palco exuberante e cativante para a história complexa e abrangente de Martin, outros a consideraram um sinal de declínio da rede. Slate o chamou de “lixo de fantasia semi-medieval e repleto de dragões”. O New York Times o descreveu como “drama em traje de época com pingue-pongue sexual”. Em uma fala indicativa de uma conversa muito maior sobre a legitimidade da cultura nerd e sua perceptível falta de inclusão de gênero, a crítica Ginia Bellafante detonou o show por glorificar “a ficção infantil paternalmente acabou atingindo a outra metade da população”, e concluiu que “se você não é avesso à estética de Dungeons & Dragons, a série pode valer a pena”.
Enquanto isso, os servidores da Westeros.org estavam caindo. A agitação que antecedeu a estreia do programa deixou García e Antonsson com cerca de 17.000 membros registrados no Westeros.org. Mas o casal estava totalmente despreparado para a onda de interesse que se seguiu à estréia da série. Na noite em que foi ao ar, o site foi torpedeado pelas buscas do Google, e os dois cuidavam de seu único servidor como um recém-nascido com cólica. Para desviar o fluxo de tráfego, García ajustou o site para que apenas os membros registrados pudessem ver as postagens. "Eu imaginei que isso impediria as pessoas de entrarem", disse ele. No dia seguinte, ele acordou com 9.000 novas solicitações de conta. García passou horas aprovando manualmente os recém-chegados. A espera entre o terceiro e o quarto romance estimulou um aumento lento e constante de fãs, talvez um ou dois mil membros por ano entrando no fórum. Mas com a chegada do programa de TV, eles poderiam acumular vários milhares em um único dia. "Foi impressionante", disse García. “Os membros do nosso fórum chamaram a onda de novas pessoas de 'The Floob' - uma enxurrada de noobs.” Foi nessa época que García e Antonsson abandonaram suas atividades acadêmicas para se concentrarem no site em tempo integral.
Embora o casal tenha perdido alguns dos dados do número de visitantes dos primeiros dias, Antonsson lembra-se de ter assistido a vazão e o refluxo do tráfego em A Wiki of Ice and Fire quando os recém-chegados reagiram aos principais pontos da trama da primeira temporada. Esses picos foram particularmente pronunciados no episódio 9, quando o herói do programa, Ned Stark, foi executado inesperadamente. “Logo após o episódio terminar, todo mundo foi até a página de Ned Stark para checar: Ele está bem? Né?” - lembrou Antonsson. (Ele não estava.) O final da temporada do show foi assistido ao vivo por cerca de 3,04 milhões de lares - cerca de 820 mil a mais do que a estréia. A primeira temporada mais tarde viria a ser indicada para 13 Emmys e ganharia dois, para Melhor Design de Abertura e para a performance de Peter Dinklage como Tyrion na categoria Melhor Ator Coadjuvante em série dramática. Ao matar o herói de Westeros antes mesmo que a temporada terminasse, Benioff e Weiss chocaram seus espectadores menos maduros, agradaram os superfãs dos livros e plantaram uma semente de curiosidade que sustentaria a série ao longo dos próximos oito anos.
O que García e Antonsson testemunharam em seu site naqueles primeiros dias se assemelhava à conversa em duas frentes de Game of Thrones que logo surgiria na mídia e na internet como um todo. Depois de cada novo episódio televisivo, aqueles que não leram os livros (agora presumivelmente na casa dos milhões, tendo em conta a audiência do programa) correm para a Internet em busca de contexto, enquanto os leitores de livros (também uma base crescente) riem de diversão e depois analisam as diferenças entre o show e o cânone. Essa “camada paralela” de conversação, como a T Magazine do New York Times a chamou, pode ao mesmo tempo fornecer aos recém-chegados uma melhor compreensão do universo de Westeros e permitir que os veteranos testassem seu conhecimento detalhado do cânone em contraste com o show.
[...]
E há o Deus Imperador Butler. Embora o programa esteja chegando ao fim e não esteja claro se ou quando os livros remanescentes de Martin serão publicados, a comunidade que ele aprecia sobre Thrones continua viva. Em agosto, muito depois do final da série, ele participará de sua 17ª reunião da Brotherhood Without Banners na Worldcon em Dublin. "Seria meio triste não ir", disse ele.
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2019.06.18 19:15 guerrilheiro_urbano VICIADOS NAS REDES? poPAULA SIBILIAeMARIANNA FERREIRA JORGE

"Redes sociais viciam mais que sexo e cigarro”, concluiu um estudo desenvolvido pela Universidade de Chicago já em 2016. Pois nem o erotismo se salva: enquanto 95% da população mundial checam seus celulares durante jantares românticos ou encontros com amigos, de acordo com outra pesquisa, uma em cada dez pessoas não consegue ignorar os sinais do aparelho durante as relações sexuais.

Dormir?

Também não: cerca de 37% dos consultados numa análise global relataram acordar de madrugada para conferir mensagens, e 28% admitiram responder as notificações durante esse período insone. No Brasil é igual: um terço dos entrevistados confessou interromper o sono para se conectar.

Será que estamos lidando com um novo tipo de vício? Embora o termo ainda seja controverso, essa é a impressão de muita gente; não apenas pelo que vemos por toda parte ou até pela própria experiência pessoal, mas também porque é o que sugerem várias investigações científicas. Um desses estudos chegou a comparar a tendência compulsiva de checar email ou redes sociais com o uso das máquinas caça-níqueis. Assim como acontece no cassino, olhamos para o celular em busca de gratificação. Cria-se uma expectativa de obtê-la, que faz com que repitamos obstinadamente o mesmo gesto. Assim, um usuário médio confere o aparelho entre 80 e 110 vezes por dia; e, ao trabalhar no computador, mudamos de tela a cada 47 segundos.

O problema parece residir no excesso de distrações que a Internet apresenta, com sua infinita oferta de tentações a um mero clique de distância. A impressão de estarmos perdendo alguma coisa, ou muita coisa, cresce quando ficamos desconectados. Mas essa inquietação não se detém estando on-line, pois embora tenha se ampliado nossa capacidade de “prestar atenção” a vários assuntos ao mesmo tempo, continua sendo mínima a quantidade de imagens, textos e sons que podemos consumir simultaneamente.

Graças ao acervo irrestrito de informações acessíveis em todo momento e em qualquer lugar —que constantemente somem ou se renovam— é inevitável suspeitar que sempre haverá algo mais interessante ou divertido por ver. E não tem jeito: a frustração está garantida, assim como a ansiedade, o cansaço e o tédio. Mesmo assim, não desistimos. Ao contrário, aprendemos a viver de modo ininterrupto para sermos capazes de acompanhar esses fluxos contínuos. Estamos disponíveis a toda hora, sem importar as antigas distinções entre dia e noite, horário de trabalho e de lazer, final de semana ou férias. E também seja lá onde estivermos: na rua, no escritório, na cama, em sala de aula, num bar, no teatro ou numa ilha deserta.

Diante da exaustão que toda essa demanda gera, alguns começaram a desenvolver certas estratégias de proteção, como silenciar as notificações ou estabelecer pautas pessoais para o uso dos aparelhos. Ainda assim, é muito difícil sair desse estado de alerta e prontidão que virou tão habitual. Já não parece mais possível se desligar totalmente, nem atingir o repouso que muitas vezes almejamos. Portanto, mesmo sendo tão sedutor e extremamente expandido apesar de recente, o hábito da conexão também se tornou extenuante. Um dos motivos é, precisamente, a sua total falta de limites no que se refere aos usos do tempo e do espaço, já que os celulares funcionam —e nos fazem funcionar— em todo momento e em qualquer lugar.

Entretanto, embora pareça um problema causado pelas tecnologias digitais, não se trata apenas disso. A questão é mais complexa, visto que esses artefatos fazem parte de transformações históricas bem mais profundas nos modos de viver, que vêm se gestando há décadas e acabaram suscitando, entre outras consequências, a invenção desses instrumentos. Apesar de ainda teimarmos em denominá-los “telefones”, trata-se de computadores portáteis para uso individual, dotados de telas, câmeras e acesso sem pausa às redes informáticas. Com isso, eles atendem aos ávidos desejos de nos exibir para obtermos repercussão, além de propiciar a ilusão da companhia constante. Tudo isso faz parte daquilo que vem se chamando, há mais de meio século, “a sociedade do espetáculo”.

Agora que esses modos de viver se intensificaram, com a ajuda do acesso móvel à Internet, também surgem novos riscos e desafios. Entre os sofrimentos que proliferam na atualidade, destaca-se uma crescente incapacidade de lidar com essa falta de limites que caracteriza tanto a vida on-line como o nosso papel de consumidores. “Você pode” costuma nos dizer a publicidade, que vai ao encontro de um “eu quero” (e “eu mereço”) generalizado e múltiplo, em contraposição ao “você deve” que marcou a vida dos cidadãos ao longo dos séculos XIX e XX.

Nesse horizonte ilimitado da vida em modo Wi-Fi, tornou-se legítimo querer tudo, inclusive aquilo que não conseguimos porque nossa experiência demasiado humana continua sendo fatalmente limitada. Contudo, sofremos porque supomos que deveríamos tudo poder, em vez de termos que aprender a lidar com limites sólidos demais, impostos pela rigidez da lei e da moral. Longe já do que ocorria naquela época, não sofremos mais prioritariamente por estarmos governados pelo dever, o que levava a reprimir o querer. Agora a insatisfação parece ligada a essa dificuldade que implica se auto-controlar numa cultura que preza pelo prazer ilimitado. O “vício da conexão” ilustra esse conflito: é um mal-estar típico de uma sociedade que só quer saber de bem-estar.
submitted by guerrilheiro_urbano to BrasildoB [link] [comments]


2019.01.04 14:40 mrBatata O wage gap continua a ser um mito: revisited

Ok no meu último post houve algumas críticas com argumentos bastante sólidos os quais não me foi possível responder atempadamente especialmente por que fui ler os artigos associados. Achei por bem também partilhar com o sub visto que respondendo individualmente ia ser mais moroso e muitos não iam ver pontos contra o meu argumento que partilho em baixo. (Tirei excertos e fiz link das respostas para não ficarmos com uma parede de texto substancialmente maior)
Notas:
(fim das notas)

TL;DR

No post anterior simplifiquei um problema que não é tão linear.
Mas basicamente não encontrei nada que suportasse a ideia de discriminação ACTIVA contra o sexo feminino, contudo o wage gap nos casos em que depois de ajustado ainda existe pode ser explicado pela maternidade e decisões que a antecedem.
A tarefa de ter um filho influencia as escolhas e tempo gasto no trabalho, à medida que a mulher envelhece a wage gap volta a reduzir novamente. Em bastante suma https://youtu.be/13XU4fMlN3w

TL;DR2

Ver ultimo paragrafo #Reflexões

 

Intro

Antes de mais importa esclarecer que tanto o título deste post como o do anterior são propositadamente click-baity em que apesar de ter havido muita gente a ler o meu texto na íntegra houve muitos outros que pouco ou nada leram. Escrevi este post porque acho importante mostrar outros argumentos que não se alinhem com o meu ponto de vista, ou até de outros, especialmente num mar de desinformação e tempo e atenção limitados. O título transmite que o wage gap é inexistente a verdade é um pouco mais complexa como alguns utilizadores apontaram e bem. Eu pelo que li nesta segunda passagem fiquei com uma ideia mais clara do que é que pode estar a acontecer e falo dela no final.
No meu post original centrei o meu argumento em que ajustando para várias variáveis o wage gap começa a desaparecer. Apesar de isto ser verdade não representa a imagem completa mas dá uma ideia de que a frase “as mulheres não recebem o mesmo que os homens” é muito provavelmente falsa. E este era o ponto em que me devia ter apoiado, porque para além disto ser ilegal nos países em que o “Wage Gap” está em vogue, não há (pelo que já li) provas de que isto seja verdade CONTUDO existem outros fatores que a podem tornar verdade. Um deles foi apontado no post gilded do u/davidpinho (em que apresento um excerto)
Tu não leste as tuas próprias fontes, isso é certo. Por exemplo, no artigo sobre diferenças sobre produtividade diz: [...] Uma explicação plausível para a discriminação, se bem que ainda não provada:
This age path suggests that the pay gap between men and women without children but of childbearing age is due to statistical discrimination: if productivity falls with motherhood but employers cannot lower wages when women give birth, then employers may offer lower wages to productive women in anticipation of motherhood
Em que Statistical discrimination significa:
Statistical discrimination is an economic theory of racial or gender inequality which results when economic agents (consumers, workers, employers, etc.) have imperfect information about individuals they interact with. According to this theory, inequality may exist and persist between demographic groups even when economic agents are rational and non-prejudiced.
Isto é uma possibilidade, que falo mais à frente. Os empregadores têm certamente a oportunidade de o fazer. E como indicas:
”Se este tipo de discriminação é aceitável ou não, isso já é outra discussão.”
Deixo também os pontos da conclusão do u/davidpinho que também são bastante pertinentes:
  • Isto é só um estudo, não se pode olhar só para um. A grande maioria dos estudos encontra a mesma coisa: há diferenças de salários depois de controlar por outros fatores, se bem que a diferença é relativamente pequena.
  • Quero fonte para "Em muitos ajustes é a mulher que ganha mais do que o homem pelo mesmo trabalho e com a mesma formação". Não é isso que a maioria da literatura parece mostrar e não deste fonte específica para isso.
Não encontro a que me referia por memória(colocarei se encontrar) sei que já a li há mais de 2 anos. Entretanto:
  • Não podemos assumir automaticamente que há discriminação só porque há uma 'gap' que continua a existir. Pode haver outros fatores que causam as diferenças salariais, mas...
  • ...também não podemos automaticamente assumir que a discriminação não existe só porque a 'gap' desaparece depois de ajustes. Isto acontece porque, por exemplo, é possível que as mulheres tenham mais empregos part-time por serem discriminadas quando tentam arranjar empregos a tempo inteiro.
  • Existindo diferença salarial, é possível que a discriminação seja "racional", tal como foi aludido no artigo (a tal "discriminação estatística"). Se este tipo de discriminação é aceitável ou não, isso já é outra discussão. Isto é para dizer que a discriminação pode existir sem que os empregadores estejam a deitar dinheiro fora, as duas coisas não são mutuamente exclusivas.
  • Conclusão: isto é um assunto complicado e ainda nada está definitivamente explicado, para de mandar bitaites sobre coisas que não leste.
(Sim, não li na íntegra antes de escrever o texto leio várias coisas ao longo do ano é me quase impossível voltar a encontrar o que quero utilizar para justificar o meu ponto o artigo tinha pontos contra e a favor de ambos os argumentos, daí é que o diálogo é bastante importante na minha opinião, graças ao meu post anterior tomei conhecimento de outros pontos de vista que desconhecia. Um “bitaite” não é apenas uma afirmação sem sentido é uma afirmação de uma interpretação da realidade do observador. Não vou deixar de ter uma opinião se não sei todos os factos, contudo admito que a maneira que escrevi o meu post não foi a melhor e transmitiu uma ideia errada)
Algo que me apercebi com o post anterior e uma das razões que estou a fazer este é que isto é um problema que parece bastante simples mas na verdade é bastante mais complexo e envolve várias áreas (economia, política, gestão, biologia, cultura, psicologia (preferências pessoais)) como uma crise financeira este é um problema que não se resolve com um “dá-se mais dinheiro”. E isto é em parte o que irrita mais nesta situação que não é exclusiva ao “wage gap”, tendemos agora mais do que nunca a pegar em assuntos complexos e simplificá-los a um absurdo que deixa de ter sentido e descarrila completamente o debate. Existe também bastante “desinformação” sobre todo o tipo de assuntos (p.e: a própria Forbes fala contra e a favor do wage gap a vox também) e existe também quem espalha e lucra com contra informação (um dos exemplos mais famosos vem da industria de carvão nos EUA a emitir “estudos” que desprovam o efeito estufa e o aquecimento global).
Recomendo verem este curto vídeo sobre este mesmo tema chamado de “cigarros, slots e outras coisas não viciantes”.
 
Todos concordamos no entanto (salvo algumas exceções não devidamente fundamentadas) é que quando se ajusta para vários fatores a “gap” começa a desaparecer.
Em quase todos os artigos que li não vi mencionado é haja qualquer regra que se aplique irá a mesma mudar alguma coisa?
Talvez olhar para soluções para o que vemos como um problema nos possa mostrar de onde ele realmente vem. Vamos assumir então cenários EXTREMOS para termos uma ideia geral para onde as coisas inclinam.
Primeiro cenário:
  • Todas as empresas são obrigadas a ter quotas de sexos
As empresas vão se sentir pressionadas para balançarem produtividade com números, para além de que seria inconstitucional despedir o excesso de homens ou mulheres (sim há empresas com mais mulheres que homens).
Uma empresa de obras por exemplo; imaginemos que têm 100 empregados dos quais 5 são mulheres essa empresa seria agora forçada a contratar 90 mulheres para manter o balanço.
Estas empresas vão querer mulheres que tenham conhecimento de bricolage e construção que consigam transportar e mover cargas pesadas, vamos assumir que a própria empresa nem se importa de oferecer a formação. Existem algumas mulheres fortes que conseguem ser tão produtivas fisicamente como um homem mas quantas é que existem numa população de 10 milhões? Certamente que não estão distribuídas igualmente pelo país. E dessas quantas é que querem trabalhar em obras? A empresa pode forçar os homens a fazer o trabalho forçado e deixar as mulheres fazer o mais fácil mas durante quanto tempo é que isso é sustentável? Uma empresa destas tem de alocar vários empregados para vários locais e certos trabalhos são mais exigentes fisicamente do que outros. A empresa também pode ter as mulheres “encostadas na box” apenas para manter a quota mas isso não só é queimar dinheiro como ia rapidamente tornar-se num pesadelo de discriminação.
Vamos agora ver por exemplo um cabeleireiro; imaginemos que têm 5 mulheres este salão tem agora de contratar 5 homens para lá trabalharem. O salão vai querer contratar gays para manter um ambiente convidativo para mulheres (um cabeleireiro para muitas mulheres(>40 maioritariamente) é como um “fórum” onde podem interagir com outras mulheres, especialmente fora das cidades) Com >1% da população sendo homossexual não vai ser nada fácil para estes negócios encontrarem homens que consigam OU QUEIRAM ser cabeleireiros.
Mas em ambos os casos estas são as menores preocupações que as empresas enfrentam, os custos passam a ser um problema bastante sério. As empresas vão demorar e gastar bastante a treinar os novos empregados e quando os tiverem treinados não vai haver contratos externos/compras/serviços suficientes para ter todos eles a trabalharem logo vão ter de aumentar os preços, ou seja todas as empresas aumentam os preços (isto assumindo que todas as empresas conseguem encontrar pessoas para preencher o trabalho) Quero ver como é que depois convencemos a união europeia a nos dar mais euros para combater a inflação criada. Nem sequer mencionei os trabalhos que requerem formação avançada tipo medicina ou aviação em que as capacidades e não o sexo é que importam.
Segundo cenário:
  • Paga-se mais às mulheres do que aos homens, para fechar o “gap”
Primeiro não sei como é que vão conseguir fazer passar isto pelo tribunal constitucional. Uma solução possível era os homens fazerem menos horas. Isto ia ser no mínimo anedótico. Mas assumamos que passava a acontecer o que é que aconteceria?
Se as empresas tiverem de pagar mais às mulheres para diminuir a “diferença” os homens vão procurar outras formas de fazer mais dinheiro e/ou não se vão dedicar tanto à vida profissional porque não existe um incentivo para isso
Algo que todos sabemos mas parece que nos esquecemos uma parte do que leva homens a seguir empregos bem pagos é que podem usar o dinheiro e podestatus na estratégia sexual (antes de descartarem esta ideia como ridícula pensem em quantas e quais mulheres existem que estão a fim de suportar o parceiro monetariamente? E dessas quais é que querem viver com um homem com um status inferior ao delas?)
A estratégia sexual, na minha opinião, influencia provavelmente mais do que pensamos. Infelizmente não consegui encontrar literatura sobre isto a não ser livros e não estatística.

 

Outro ponto apontado por u/salazarcadositio oi a minha falta de objetividade quando digo que o wage gap é um mito e em que se me estou a referir às falas do "clássico 78 cêntimos do dólar" em que providencia este artigo do washington post.
Ou caso estivesse a dizer que o wage gap era mesmo um mito e não existia de forma nenhuma, em que mencionou o post do u/gattaca_now e que expande:
Sendo uma diferença entre dois valores estatísticos, o wage gap é real e existe. Podes é discordar acerca das razões pela qual ele existe e se são justas ou não, mas a diferença estatística existe, é factual.
A média salarial dos homens é mais elevada que a média salarial das mulheres. Este parece ser um problema comum a discussões de assuntos mais ou menos sérios. Não se define bem do que se está a falar à partida e depois tens pessoas a falar um para o outro mas de coisas diferentes. Já começas a ter muitos exemplos disso nos comentários.
Mas isto é uma discussão importante de se ter. Pelo que vejo do teu post acho que estás a dizer que a noção de wage gap não existe como a ideia de que "para o mesmo trabalho uma mulher recebe 78 cêntimos de dolar de um homem" o que eu concordo em grande parte. Mas aceitas que existem diferenças salariais e que estas advêm de questões culturais e biológicas.
A questão de combater o wage gap, quando abordada de forma séria e para lá do soundbite dos "78 centimos", é essa mesma, que para lá do soundbite dos "78 centimos". As questões culturais que fazem com que assim seja e se elas são legitimas ou se devem ser mudadas.
As horas de trabalho que falas, os tipos de carreiras que predominam mais num sexo do que no outro, e as responsabilidades familiares que as mulheres assumem. São essas as questões culturais que se devem discutir neste assunto.
Muitas vezes este assunto acabe em: "devem existir igualdade de oportunidades entre os sexos mas não igualdade de resultados". E que no panorama geral das sociedades ocidentais isso já se verifica. Eu concordo com a premissa mas discordo que já lá tenhamos chegado.
Alguns exemplos: * As mulheres ainda são quem a maioria do trabalho domestico num contexto familiar. Fonte.
  • Ainda existem fortes estereótipos e expectativas associadas com ambos os sexos que afunilam cada um para certos campos Fonte
  • As mulheres continuam a ser prejudicadas a longo prazo pelo facto de terem filhos Fonte
Todos estes fatores influenciam o tal wage gap que existe. Podemos discutir como sociedade se são fatores que devemos ou não mudar. Se são ou não coisas que se devem deixar á escolha pessoal de cada um com as consequências que isso trará para a sociedade. Essa é a verdadeira discussão a ter neste assunto.
Concordo!
Mas tudo isto não tem em conta a parte mais importante: as diferenças biológicas entre os sexos. Mais concretamente diferenças neurológicas, que são uma surpresa para muitos. Esta explica bem porque é que as mulheres preferem trabalhar com pessoas e os homens com coisas.
Isto está longe de ser aceite como facto. Se tiveres uma fonte gostaria de ler mas nunca vi nada que fosse capaz de ligar a biologia a esses efeitos sociais de forma conclusiva.
Tenho sim apesar de que provavelmente não deveria ter dito a primeira parte.
Com esta merda de querermos ser todos iguais estamos completamente a ignorar as nossas limitações biológicas e culturais e em muitos casos a danificar o progresso que tanto queremos fazer.
Concordo que a discussão precisa de ser melhor mas "esta merda de querermos todos ser iguais" continua no meu ponto de vista a ser um objetivo nobre e bom para a sociedade. As limitações culturais estão nas nossas mãos mudar e as biológicas não parecem ser de todo impedimento para que o façamos.
O “querermos ser todos iguais” é mais o queremos igualdade de resultado ou mais privilégios de forma egoísta.

 

O u/rui278 e outros também apontaram e bem para a questão biológica de Inato ou Adquirido E, isto é, algo que só saberemos em 2066 quando o estudo de Peter B. Neubauer for publicado. Mas por algumas fugas de registros censurados(=redacted) parece que a biologia afecta mais do que o ambiente. Esse psicólogo tem alguns trabalhos bastante interessantes sobre desenvolvimento btw. Entrei novamente numa tangente.
[...]Ou seja, o wage gap não é um problema in of itself, é uma consequencia dos vários problemas de base na nossa sociedade que puxam os homem e mulher para terem posições diferentes na sociedade. Em teoria deveria ser +/- equiprovavel encontrar homens e mulheres na mesma posição (o único fator relevante que diferencia entre homens e mulheres é mesmo as licenças de natalidade, mas lá está, também há uma pressão grande para serem os 6 meses gastos pela mulher, quando splits do tempo deveriam ser perfeitamente normais e também ajudariam a fazer com que isso fosse menos fator).
Eu muito antes disto tudo concordaria contigo na primeira parte (no final estamos de acordo), deveria ser natural encontrar homens e mulheres igualmente distribuídos mas se avaliarmos a nível de estratégia não faz muito sentido. Imagina que éramos todos hermafroditas ou seja podíamos escolher fecundar ou ter bebés; ok aqui era tudo definitivamente igual. Então o que teria mais peso neste cenário? A gestação. Iria requerer bastantes cuidados da pessoa que decidisse dar à luz. Portanto interessa-me várias coisas:
  • evitar situações de risco ao máximo
  • ter um parceiro que me pudesse suportar
  • ter um maior controlo sobre o meu futuro
  • e não ter compromissos
Estas são as regras para ter uma estratégia bem-sucedida quantas menos tiver mais precária se torna a minha posição. Agora isto também depende bastante do parceiro que escolher se ele não se comprometer fico na merda e pior do que estava porque agora tenho um parasita dentro de mim. E na vida real vemos isto todos os dias, as mulheres decidem com quem ter sexo (ou não) e os homens decidem com quem se comprometer. As nossas diferenças biológicas (PELO MENOS SEXUAIS) influenciam as nossas decisões e comportamentos. Claro que isto é oversimplified mas acho que dá para dar uma imagem de porque é que acho que esse é o caso.

 

Quanto ao [comentário]() da u/grilledpotato90 :
Antes de mais, peço desculpa pela formatação, pois estou a escrever no telemóvel. Segundo esta estatística da OCDE (https://stats.oecd.org/index.aspx?queryid=54757) as mulheres portuguesas, no total, trabalham mais 90 minutos por dia que os homens. O que é que isto tem haver com a Gender Gap? Bem, se analisarmos o total de minutos por dia de unpaid labour, conseguimos observar uma discrepância enorme entre géneros (M 96.3 min/dia e F 328.2 min/dia). Eu acho que é aqui que está a origem e a justificação do Gender Gap. Os homens e as mulheres não dividem por igual (50/50) as tarefas domésticas.
Sim! Concordo, vês que as mulheres passam bastante mais tempo em trabalhos não remunerados (232 minutos ou 3 horas e 52 minutos a mais do que os homens ou 5:28 no total (estamos atrás do méxico em n1 e da índia em n2)) do que os homens (que gastam no total 1h:36m) e que os homens passam 141 minutos (2 horas e 21 minutos) a mais do que as mulheres em trabalhos remunerados. E está presente em TODOS os países nessa fonte. O que sugere que poderá ser mais do que um aspecto cultural.
Mas também vejo discrepâncias especialmente na Suécia, na Dinamarca, na Noruega e na Holanda os Homens trabalhem tanto mais em trabalho pago que acabam no total por trabalhar muito mais tempo que as mulheres, estamos a falar de países bastante balançados a nível de sexo. O que é estranho. Será que os homens estão a compensar por algo? Outra coisa, nós também não conseguimos dizer o que tem mais peso no trabalho não remunerado:
Time spent in unpaid work includes routine housework, shopping, care for household members, child care, adult care, care for non-household members, volunteering, travel related to household activities, and other unpaid activities. Sem querer atirar areia à cara porque é absolutamente garantido que as crianças gastam bastante desse tempo, mas quanto?
Isto é um fenómeno cultural que não está certo.
Não está certo porquê? Queremos obrigar as mães grávidas a fazer a mesmas atividades de não grávida para compensar minutos gastos em trabalho não remunerado? É que 9 meses (na verdade 10 porque são 39.1 semanas) é bastante tempo mesmo excluindo os meses iniciais. Quanto desse tempo está incluido nos minutos da OCDE? Não sabemos.
Certamente que não vamos fazer como aos cavalos marinhos e passar os fetos para o pai acabar a gestação. E depois de nascidos quantas mães é que querem que o bebé passe a maioria do tempo com o pai? Isso é justo para a mãe? Neste ponto também me questiono; é justo para os pai trabalhar mais horas laborais do que a mãe?
Antes da entrada da mulher no mercado de trabalho entendia-se, mas hoje em dia, em que as mulheres trabalham as mesmas horas que os homens nos seus empregos é inadmissível!
Os homens trabalham mais. Em todos os países da fonte. E então qual é o problema se as mulheres trabalharem menos horas no emprego? E aqui acho que está outro ponto importante da discussão. O que é que é justo? Certamente que todos concordamos que tanto as mulheres como os homens têm os mesmos direitos. Mas com direitos vêm responsabilidades, e, a meu ver algumas mulheres, partidos políticos e o movimento “feminista de 3.ª onda” têm usado o wage gap como arma de arremesso para dar mais direitos às mulheres com muito menos responsabilidades, ATENÇÃO que não estou a dizer que todas as mulheres subscrevem a esta ideologia muito menos que as mulheres não têm já responsabilidades e dificuldades suficientes estou a dizer que é tudo muito bonito dito mas são basicamente argumentos de casas de cartas. [E este é um ponto que é difícil de expressar e que pode ser mal compreendido.]
"Porque é que as empresas não contratam mais mulheres, já que lhes pagam menos?" pela mesma razão a que continuam a preferir contratar homens a mulheres.
Mas onde está a prova de tal? Não digo que não possa ser verdade O/A u/TomTomKenobi apontou para uma boa thread no wiki do economy e que também fala disso, faz o ponto de que “cannot assume economic outcomes from a deductive approach alone” algo que fui um pouco culpado de fazer no post anterior.
As mulheres engravidam, os filhos estão doentes e elas depois faltam, etc.
O pai também tem direitos paternais nada obriga a mãe a ser ela exclusivamente a tratar dos putos. E se queremos ser justos neste ponto vamos fazer com que os divórcios dêm a guarda ao pai por defeito em vez de à mãe. Uma grande parte desse problema desvanecia. Se os filhos são um problema tão grande e se como sociedade queremos ser tão igualitários porque é que as mães ficam sempre com a guarda dos filhos? Também não acho justo. Porque é que os Telejornais falam tanto de “wage gap” mas não de guarda paternal ou partilhada? Saí numa tangente mas achei que era pertinente levantar este ponto.
O Gender Gap é real porque devido à fisionomia da mulher e ao seu papel social, esta é sempre vista como uma "liability" para a empresa.
Woah calma lá, o Gender gap é real porque a fisionomia da mulher é X é fazer uma grande ligação. Não digo que não possa ser verdade mas a nível de afirmação é um grande salto.
Até têm menos acessos a promoções devido a esta expetativa social.
Isto não é verdade. Os homens são os que mais trabalham para e pedem promoções, e uma coisa que muitas pessoas acham é que uma promoção é equivalente a ganhar mais dinheiro, uma promoção envolve muitas mais responsabilidades mais horas de trabalho e mais stress coisa que as mulheres não estão para aturar. Menos ainda se ainda não tiveram filhos. O que se pensarmos faz sentido. Se eu não tenho um filho ou família e se o meu corpo vai se degradar ao ponto que já não me é possível ter um no futuro não vou dar um “LEROY JENKINS” no meu emprego e perder a oportunidade de ter descendentes.
E antes que venham com “ah e tal mas as mulheres ganham menos em promoções” segundo o “bureau of economic research” americano apesar de haver uma diferença de 2,2% em promoções que já levava em conta as mulheres escolherem mais trabalhos como assistentes e trabalho administrativo que raramente tem oportunidades de promoção e os homens escolhiam mais trabalhos em áreas em que era possível a promoção, importa notar também que este estudo é de 1995
Uma das fontes de onde tirei o seguinte é bastante tendenciosa e não apresenta os dados em avulso mas chega a pontos pertinentes que convenientemente decidem não endereçar. Algo que também importa notar é que isto é um questionário e é americano. Usei para não dizerem que eu pesquiso por aquilo que me é favorável. Eu encontro discrepâncias e analiso.
Fewer women than men are aiming for the very top. Among senior managers, 60% of women said they want to be a top executive, compared to 72% of men. Women were also more likely to cite stress and pressure as one of the biggest reasons for not wanting to hold top positions.
Contrary to popular belief, women are not leaving their organizations at higher rates than men. In fact, women in leadership are more likely to stay with their companies than men. At the senior vice president level, women are 20% less likely to leave. Women in the C-suite are about half as likely to leave their organizations as men.
Women often start out in line roles (defined as positions with profit-and-loss responsibility and/or focused on core operations), but by the VP level more than half of women hold staff roles (positions in functions that support the organization like legal and IT). Men, on the other hand, are more likely to hold line roles at every level of an organization. This difference poses a potential problem because line roles frequently feed into senior leadership.
There's a common misconception that women who start families are subsequently less ambitious in their careers. But mothers in the survey were 15% more interested in being a top executive than women without children.
Very few people participate in flexibility and career-development programs offered by their organizations. More than 90% of women and men believe taking extended family leave will hurt their position at work.
Se os homens dedicarem o mesmo tempo no trabalho doméstico que as mulheres, deixa de haver este problema!
Eu diria que continuaria a existir, já vimos que há muito mais variáveis a este problema, mas concordo que tornava o trabalho das mães muito mais fácil.
Mas agora não venham para aqui dizer que o Gender Gap é mentira quando em todas as entrevistas de emprego me perguntam quais são os meus planos em relação a casar e a ter filhos!
Aqui acho errado e não sei se não poderás reportar isto a alguém. É completamente desnecessário e ninguém tem um caralho a ver com isso a não seres tu.
O/A u/crouchingvenus escreveu:
[...] os que já são pais focam se em melhorar o estilo de vida da família o que implica focarem-se mais no trabalho.
Não achas que isto é um problema? Porque é que são as mulheres incentivadas a dedicar mais tempo à família e os homens ao trabalho?
Não, não acho. Porque ninguém as está a forçar a isso. Se estivessem a ser forçadas sim achava bastante errado. E ninguém é forçosamente incentivado a fazer nada. Exceto as mulheres a seguirem carreiras STEM (ciência(Science), Tecnologia, Engenharia e Matemática) Não achas que isto é um problema? Especialmente quando o quão mais igualitária é uma sociedade menos as mulheres escolhem estas áreas.
Todo o teu raciocínio só reforça preconceitos de género e valores sociais bafientos. Entra em 2019 please.
Por favor elucida-me como. Eu diria mesmo o oposto, se tivermos dados e entendermos os problemas que enfrentamos e os tentarmos resolver é benéfico para todos não achas?

 

O u/DogsOnWeed também mencionou que os homens terem direito de licença de paternidade também ajudaria a corrigir desigualdades estatisticas.

 

Reflexões

O que conseguimos dar como certo:
  • Ninguém aqui quer que as mulheres sejam discriminadas
  • Queremos igualdades de oportunidade
  • O 77 cents on the dollar vem do Current Population Survey de 2009 do Bureau of Labour Statistics US
  • As mulheres trabalham mais em trabalhos temporários (Várias fontes)
  • Os homens trabalham mais horas extra (Várias Fontes)
  • As mulheres tendem a ocupar trabalhos que pagam menos (Várias fontes)
  • As mulheres tendem a escolher trabalhos que não facilitam a promoção
  • As mulheres ganham mais em trabalhos temporários (entre 1 a 34h) por semana do que homens (Bureau of Labour Statistics US)
  • 25% das mulheres e 12% dos homens trabalham em trabalhos temporários (Bureau of Labour Statistics US)
  • 11% das mulheres e 22% dos homens trabalham mais de 41 horas (Bureau of Labour Statistics US)
  • As mulheres que nunca casaram recebem EM MEDIA 5% menos do que os homens (Bureau of Labour Statistics US)
  • As pessoas que trabalham horas extraordinárias recebem cerca de 5 vezes mais do que as que trabalham em part time.(Bureau of Labour Statistics US)
Algo que descobri a investigar para escrever este post foi que segundo dois papéis da Claudia Goldin (este e este) que me foram referidos por esta peça da Vox
É que o wage gap pode ser explicado pelos custos de ter um filho e as curvas nos gráficos do papel e do vídeo parecem ter uma correlação com o aumento da idade média em que as mulheres têm o primeiro filho (Indicato>Dropdown />Mean age of women at childbirth) e que encaixa bem quando vemos que as mulheres mais ricas do mundo têm mais de 55 anos.

 

Enquanto os comentários anteriores dedicaram lógica, dados e contra argumentação outros simplesmente atiraram este papel do World Economic Forum várias vezes com “oh mas este desprova tudo isso” acho que se lerem apenas a introdução entendem logo porque é que não lhe dei o tempo do dia. E não é um estudo é mais é uma aglomeração de valores que esperam que a distribuição de homens e mulheres seja 50:50 em tudo (excepto em taxas de mortalidade por exemplo) algo que outros users foram rápidos a comentar.
Acho também um bocado triste haver comentários com discussão pertinente serem downvoted porque têm uma visão diferente e foi óbvio pela altura em que os downvotes apareceram que foi uma birra de “isto está contra o que eu acredito” “pumba, downvotes para todos”. Não façam isso, downvotes não mudam opiniões.
   
Fontes:
https://www.theguardian.com/world/2018/jul/23/women-lying-earning-more-than-husbands-us-census
https://www.nytimes.com/2018/07/17/upshot/when-wives-earn-more-than-husbands-neither-like-to-admit-it.html
https://www.vox.com/2018/2/19/17018380/gender-wage-gap-childcare-penalty
https://www.payscale.com/gender-lifetime-earnings-gap
https://www.youtube.com/watch?v=13XU4fMlN3w
https://iwpr.org/wp-content/uploads/wpallimport/files/iwpr-export/publications/C350.pdf
https://web.archive.org/web/20101126032209/https://www.bls.gov/cps/cpswom2009.pdf
https://web.archive.org/web/20181130100719/https://arxiv.org/pdf/1703.04184.pdf
http://siteresources.worldbank.org/INTPAH/Resources/Publications/459843-1195594469249/HealthEquityCh12.pdf
http://cep.lse.ac.uk/pubs/download/dp1156.pdf
https://scholar.harvard.edu/files/goldin/files/goldin_aeapress_2014_1.pdf
http://scholar.harvard.edu/files/goldin/files/dynamics_of_the_gender_gap_for_young_professionals_in_the_financial_and_corporate_sectors.pdf
 
Outros comentários interessantes u/TomTomKenobi com este, u/harlequin90 com este e u/agaeme com [este]() em que menciona este video que não consegui ver porque não tenho netflix
Edit: Formatação (raio do reddit e o novo markdown) e ortografia
Edit2: Adicionei TL;DR
submitted by mrBatata to portugal [link] [comments]


2017.09.19 21:10 subreddit_stats Subreddit Stats: portugal top posts from 2011-10-22 to 2017-09-19 07:48 PDT

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2017.09.11 14:50 fidjudisomada [Pre-Match Thread] UEFA Champions League 2017/18, 1.ª Jornada: SL Benfica vs. PFC CSKA Moskva

Sport Lisboa e Benfica vs. PFC Central Sport Club of the Army Moscow

UEFA Champions League 2017/18, 1.ª Jornada

Transmissão

Antevisão

O SL Benfica inicia a sua mais recente campanha na UEFA Champions League com a recepção ao PFC CSKA Moskva, que nos últimos anos se tornou presença assídua na fase de grupos.
A equipa portuguesa ambiciona alcançar a fase a eliminar pela terceira temporada seguida. Já o CSKA não chega lá desde 2011/12, apesar de esta ser a sua quinta época consecutiva na competição.
Jogos anteriores
  • As equipas defrontaram-se nos 16 avos-de-final da Taça UEFA 2004/05, com o CSKA a apurar-se com um resultado total de 3-1, acabando por sagrar-se campeão, após bater o Sporting Clube de Portugal na final realizada em Lisboa.
  • O CSKA venceu por 2-0 na primeira mão, realizada em Krasnodar, graças a golos de Vasili Berezutski (12) e Vágner Love (60). Sergei Ignashevich colocou o CSKA praticamente na eliminatória seguinte quando marcou aos 49 minutos do jogo em Lisboa, com o suplente Azar Karadas a evitar nova derrota do Benfica.
  • As equipas no Estádio do Sport Lisboa e Benfica, a 24 de Fevereiro de 2005, foram as seguintes: Benfica: Quim, Luisão, Petit, Geovanni (Miguel 64), Alcides, Fyssas, Nuno Assis (Karadas 54), Manuel Fernandes, João Pereira, Simão, Nuno Gomes (Mantorras 61). CSKA: Akinfeev, Ignashveich, A Berezutski, V Berezutski, Zhirkov, Rahimić, Odiah (Shershun 72), Aldonin, D Carvalho (Gusev 90+1), Krasić, Vágner Love (Olić 84).
  • Esse continua a ser o único desaire do Benfica em eliminatórias a duas mãos frente a clubes russos nas provas da UEFA, tendo ganho as outras cinco, o mais recente dos quais frente ao FC Zenit, há dois anos.

Retrospectiva

Benfica
  • Vencedor da "dobradinha" em 2016/17, o Benfica está na fase de grupos da UEFA Champions League pela 13ª vez e a oitava consecutiva.
  • O clube lisboeta atingiu os quartos-de-final em 2015/16 e na época passada voltou a ultrapassar a fase de grupos, sendo eliminado pelo Borussia Dortmund nos oitavos-de-final, com um resultado total de 4-1.
  • O triunfo por 1-0 do Benfica sobre o Dortmund na primeira mão dos oitavos-de-final foi o único nos seus últimos quatro jogos europeus, em casa e fora.
  • Na fase de grupos de 2016/17, em casa, o Benfica empatou a um golo com o Beşiktaş JK e venceu o FC Dynamo Kyiv por 1-0. Na última jornada, perdeu por 2-1 com o SSC Napoli, um de apenas dois desaires caseiros nos últimos 11 jogos disputados.
  • A última vez que a equipa lusa defrontou um adversário russo aconteceu em 2015/16, nos oitavos-de-final, quando venceu o Zenit por 1-0 em casa e 2-1 fora.
  • O Benfica somou apenas uma derrota caseira frente a equipas russas (V5 E2), no caso diante do Zenit, por 2-0, na primeira jornada da fase de grupos da UEFA Champions League 2014/15.
CSKA Moscovo
  • O clube moscovita está na fase de grupos pela 11ª vez e a quinta época seguida.
  • O CSKA terminou no último lugar do grupo nas duas campanhas anteriores na UEFA Champions League. Em 2016/17, após se ter apurado automaticamente para a fase de grupos, terminou atrás de AS Monaco FC, Bayer 04 Leverkusen e Tottenham Hotspur FC.
  • No entanto, esta época o CSKA ganhou os quatro jogos europeus já disputados sem sofrer qualquer golo, eliminando AEK Athens FC na terceira pré-eliminatória, com um resultado total de 3-0 (2-0 fora, 1-0 em casa) e BSC Young Boys no "play-off", pelo mesmo resultado (1-0 fora, 2-0 em casa).
  • A vitória por 2-0 em casa do AEK interrompeu uma série de dez jogos europeus seguidos do CSKA sem vencer (E4 D6). Também perdeu seis dos últimos sete jogos europeus fora, contabilizando ainda um empate.
  • O último triunfo fora dos moscovitas na fase de grupos da UEFA Champions League foi frente ao Manchester City FC, por 2-1, a 5 de Novembro de 2014. Desde então, o seu registo fora é de um empate e seis derrotas.
  • O CSKA nunca ganhou em casa de clubes portugueses, tendo somado três derrotas e dois empates. Permaneceu invicto nas três primeiras deslocações mas perdeu as duas mais recentes, ambas por 2-1, frente a FC Porto, nos oitavos-de-final da UEFA Europa League 2010/11, e Sporting, no "play-off" da UEFA Champions League 2015/16.
  • O CSKA conquistou, contudo, o seu único troféu europeu em Portugal e frente a uma equipa portuguesa, quando bateu o Sporting por 3-1 na final de 2005 da Taça UEFA, em Lisboa.
  • O registo global do clube russo frente a equipas da Liga portuguesa é: V3 E3 D5.
  • O CSKA qualificou-se como segundo classificado da Premier League russa em 2016/17.
Ligações entre treinadores e jogadores
  • Viktor Goncharenko orientava o FC BATE Borisov quando o emblema bielorrusso defrontou o Benfica na fase de grupos da UEFA Europa League 2009/10, perdendo por 2-0 fora e por 2-1 em casa.
  • Eliseu foi suplente-utilizado na segunda parte, enquanto Pizzi não saiu do banco de suplentes, quando Portugal venceu a anfitriã Rússia por 1-0 na Taça das Confederações, em Moscovo, a 21 de Junho. Igor Akinfeev, Viktor Vasin e Aleksandr Golovin fizerm parte do "onze" da Rússia.
  • Jonas e Mário Fernandes foram colegas de equipa no Grêmio FBPA entre 2009 e 2011.
  • Alan Dzagoev marcou a Júlio César quando o CSKA perdeu por 3-2 na recepção ao FC Internazionale Milano na fase de grupos da UEFA Champions League 2011/12.
  • Diogo Gonçalves marcou a Pavel Ovchinnikov quando o Benfica venceu por 2-0 no reduto do CSKA nos quartos-de-final da edição anterior da UEFA Youth League.

Factos do jogo

Benfica
  • O clube de Lisboa aponta ao quinto título seguido no campeonato, feito apenas alcançado pelo Porto.
  • O Benfica não perde há 18 jogos de todas as provas desde os 4-0 em Dortmund, a contar para a segunda mão dos oitavos-de-final, a 8 de Março.
  • Um tento da contratação de Verão Haris Seferović ajudou o Benfica a ganhar 3-1 ao Vitória SC, e a conquistar a SuperTaça, a 5 de Agosto. Seferović marcaria ainda nos primeiros três jogos - todos vitórias - dos "encarnados" na Liga, ficando apenas em branco no empate 1-1 na visita ao Rio Ave, a 26 de Agosto.
  • No total, Seferović vai em sete golos pelo clube e selecção em oito encontros esta temporada. Três deles surgiram na Qualificação Europeia para o Campeonato do Mundo - bisou no triunfo da Suíça em casa por 3-0 sobre Andorra, a 31 de Agosto, inaugurando a seguir o marcador na partida em que a Letónia foi batida pelo mesmo resultado três dias depois.
  • Jonas tem sete golos em seis jogos em 2017/18, três deles apontados no triunfo por 5-0 na recepção ao Belenenses, a 19 de Agosto.
  • Alex Grimaldo (ausente desde 5 de Agosto, lesão na perna direita) e Ljubomir Fejsa (14 Agosto, contusão na perna direita) têm estado ausentes.
  • Jardel (lesão muscular) foi substituído frente ao Rio Ave e falhou a recepção ao Portimonense, na sexta-feira.
  • André Almeida, que marcou o golo da vitória (2-1) na sexta-feira, frente ao Portimonense, prolongou o seu contrato em mais dois anos, até 2021, a 11 Agosto.
CSKA
  • Timur Zhamaletdinov, com apenas 20 anos, marcou na sua estreia (jogo completo), dando a vitória ao CSKA frente ao FC Amkar Perm, por 1-0.
  • Todas as derrotas do CSKA esta época foram em casa.
  • A formação do exército russo não perder fora do Stadion CSKA Moskva desde o desaire por 3-1 frente ao Tottenham na sexta jornada da época passada.
  • O defesa-esquerdo Georgi Schennikov marcou três golos nos últimos cinco jogos.

UEFA Champions League: Sabia que?

  • Em 2012/13 o Chelsea tornou-se no primeiro campeão europeu a não ir além da fase de grupos desde o início da UEFA Champions League. (Este registo, assim como outros, inclui as temporadas entre 1999/00 e 2002/03 em que houve duas fases de grupos). Em 1992/93, o Barcelona era detentor da Taça dos Clubes Campeões Europeus e perdeu por 4-3 no conjunto das duas mãos da segunda eliminatória ante o CSKA.
  • Em 2016/17, o Real Madrid tornou-se na primeira equipa a defender com êxito o troféu da UEFA Champions League; o Milan (1989, 1990) tinha sido o último clube a conseguir sagrar-se campeão europeu de clubes em duas épocas consecutivas. Milan (1994, 1995), Ajax (1995, 1996), Juventus (1996, 1997) e Manchester United (2008, 2009) voltaram à final como detentores do troféu, mas perderam os respectivos jogos.
  • O guarda-redes Marco Ballotta, da Lázio, tornou-se no jogador mais velho a participar na UEFA Champions League, ao alinhar na deslocação ao terreno do Real Madrid na 6ª jornada da fase de grupos de 2007/08, com 43 anos de idade e 252 dias. Alessandro Costacurta, do Milan, detém o recorde quanto a jogadores de campo, pois tinha 40 anos e 211 dias quando defrontou o AEK 2006/07.
  • Francesco Totti é o mais velho a ter marcado na prova, aos 38 anos e 59 dias, no empate 1-1 da Roma no terreno do CSKA, a 25 de Novembro de 2014. Ryan Giggs (37 anos e 289 dias) era o anterior detentor da marca.
  • Celestine Babayaro é o mais jovem a ter actuado; tinha 16 anos e 87 dias quando foi titular pelo Anderlecht frente ao Steaua (23/111994). Foi expulso aos 37 minutos.
  • Com 17 anos e 195 dias, Peter Ofori-Quaye é o mais jovem de sempre a ter marcado na UEFA Champions League e fê-lo na vitória do Olympiacos ante o Rosenborg por 5-1 (01/10/1997).
  • Lionel Messi tornou-se no primeiro jogador a marcar cinco golos num jogo no triunfo de 7-1 do Barcelona sobre o Leverkusen, a 7 de Março de 2012, feito igualado por Luiz Adriano, do Shakhtar, que goleou o BATE a 21 de Outubro de 2014, por 7-0. 11 jogadores, incluindo Messi, marcaram quatro tentos num só jogo, mais recentemente Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, na 36ª jornada em 2015/16.
  • Cristiano Ronaldo estabeleceu novo recorde na fase de grupos da UEFA Champions League ao marcar 11 golos em 2015/16 - batendo o seu próprio recorde de nove tentos - registo igualado por Luiz Adriano em 2014/15. Zlatan Ibrahimović (2013/14), Ruud van Nistelrooy (2004/05), Filippo Inzaghi e Hernán Crespo (ambos em 2002/03) conseguiram oito remates certeiros.
  • O "hat-trick" de Messi na terceira jornada da fase de grupos de 2016/17 foi o seu sétimo na competição – mais dois do que Ronaldo.
  • O Barcelona terminou como vencedor do respectivo grupo em 18 ocasiões, mais três do que o Real Madrid e quatro relativamente a Manchester United e FC Bayern München.
  • Bayern (entre 2 de Abril de 2013 e 27 de Novembro de 2013) e Real Madrid (entre 23 de Abril de 2014 e 18 de Fevereiro de 2015) detêm o recorde de vitórias seguidas na UEFA Champions League, com dez. O Bayern ultrapassou a anterior marca de nove, estabelecida pelo Barcelona entre 18 de Setembro de 2002 e 18 de Fevereiro de 2003. O Anderlecht soma 12 derrotas consecutivas (entre 10 de Dezembro de 2003 e 23 de Novembro de 2005) e é também recorde da competição.
  • Seis equipas conseguiram seis vitórias seguidas na fase de grupos: Milan (1992/93), Paris Saint-Germain (1994/95), FC Spartak Moskva (1995/96), Barcelona (2002/03, primeira fase de grupos) e Real Madrid (2011/12 e 2014/15).
  • Dezassete equipas não somaram pontos na fase de grupos, mais recentemente o Maccabi Tel-Aviv FC, em 2015/16.
  • O Real Madrid marcou 20 golos na fase de grupos de 2013/14 e igualou o recorde da competição, fixado por Manchester United (1998/99) e Barcelona (2011/12). A equipa da Catalunha marcou 19 tentos na primeira fase de grupos de 1999/2000, número alcançado pelo Real Madrid em 2011/12 e pelo Bayern em 2015/16.
  • Apenas Deportivo (2004/05) e Maccabi Haifa FC (2009/10) não marcaram na fase de grupos.
  • O BATE sofreu 24 golos em 2014/15, novo recorde, que foi igualado pelo Legia Warszawa na quinta jornada em 2016/17. O anterior máximo, 22, pertencia a Dínamo Zagreb (2011/12) e Nordsjælland (2012/13). O Malmö FF sofreu 21 em 2015/16.
  • Nenhuma equipa terminou a fase de grupos da UEFA Champions League sem sofrer golos. Milan (1992/93), Ajax (1995/96), Juventus (1996/97 e 2004/05), Chelsea (2005/06), Liverpool (2005/06), Villarreal (2005/06), Manchester United (2010/11), Mónaco (2014/15) e Paris Saint-Germain (2015/16) sofreram apenas um tento.
  • Antes da vitória por 3-1 sobre o Sporting, na sexta jornada de 2006/07, o Spartak esteve 22 jogos sem vencer, uma marca que o Steaua igualou na sexta jornada de 2013/14.
  • O RSC Anderlecht detém o recorde de mais derrotas consecutivas na prova, desde a fase de grupos até à final, tendo perdido 12 jogos seguidos de Dezembro de 2003 a Novembro de 2005. O GNK Dinamo Zagreb vem logo a seguir com 11 derrotas consecutivas, de Setembro de 2011 a Dezembro de 2012; o desaire da equipa croata na quinta jornada de 2016/17 foi o seu décimo seguido.
  • Seis foi o menor número de pontos com que uma equipa ultrapassou a fase de grupos: o Zenit, em 2013/14 e a AS Roma em 2015/16. Desde que cada vitória passou a valer três pontos, em 1995/96, oito equipas seguiram em frente com sete pontos: Legia (1995/96), Dínamo Kiev (1999/2000), Liverpool (2001/02), Lokomotiv e Juventus, mais tarde finalista (2002/03), Rangers e Bremen (2005/06) e Basileia 1893 (2014/15).
  • O Nápoles não se conseguiu apurar com 12 pontos em 2013/14, o total mais elevado de uma equipa a não ultrapassar a fase de grupos. Dínamo Kiev (1999/2000), Dortmund (2002/03 – ambos na segunda fase de grupos), PSV (2003/04), Olympiacos e Dínamo Kiev (ambos em 2004/05), Bremen (2006/07), Manchester City (2011/12), Chelsea e Cluj (ambos em 2012/13), além de Benfica (2013/14) e FC Porto (2015/16) falharam o acesso aos oitavos-de-final com dez pontos.
  • Apenas duas equipas conquistaram a UEFA Champions League no seu país: Dortmund (1997, final em Munique) e Juventus (1996, final em Roma); o Manchester United FC perdeu a final de 2011 em Londres e, 12 meses volvidos, o FC Bayern München também saiu derrotado no seu estádio, a Fußball Arena München.

#EQUALGAME

Esta semana, os adeptos do futebol que assistam aos jogos da UEFA Champions League no estádios, "on-line" e na televisão irão ter a oportunidade de ver a estreia dos novos anúncios da UEFA RESPECT, denominados #EqualGame. Os anúncios, que contam com a participação de Ada Hegerberg, Lionel Messi, Paul Pogba, Cristiano Ronaldo e vários jogadores amadores, pretendem ao longo da época promover a inclusão, diversidade e acessibilidade no futebol europeu com o lema "Todos têm o direito de desfrutar do futebol, independentemente de quem for, de onde estiver e de como joga". Mais informações sobre a campanha e os anúncios podem ser encontradas no comunicado de imprensa e no "site" da campanha: www.equalgame.com (em inglês).

Conferência de imprensa

RUI VITÓRIA: "ESTAMOS PREPARADOS PORQUE ESTUDÁMOS O CSKA"
Rui Vitória anteviu, esta segunda-feira, o jogo com o CSKA a contar para a 1.ª jornada da fase de grupo da Liga dos Campeões.
“Vamos encontrar um adversário difícil, que tem tido resultados positivos fora de casa. Vai-se apresentar com um bloco de três defesas que passa para cinco, com avançados móveis e vamos ter alguns desafios pela frente. Estamos preparados porque estudámos bem o CSKA. É um adversário forte, mas está perfeitamente identificado. Temos de ser uma equipa concentrada”, começou por analisar.
Instado a comentar se a exibição frente ao Portimonense se ia repetir com o CSKA, o técnico foi taxativo: “Estamos a falar de Liga dos Campeões. É uma realidade diferente do Campeonato. Não podemos colocar tudo dentro do mesmo saco. Todas as equipas do nosso grupo tiveram dificuldades na jornada do respetivo campeonato. Vamos colocar em campo as nossas valências”, assegurou.
Rui Vitória já manifestou satisfação com o plantel à disposição e garantiu que é a pensar nas várias provas em que o Benfica está inserido. “Quando formamos um plantel é para todas as competições. Não digo que é só para o Campeonato. Foi feito dentro das nossas possibilidades e vai estar pronto para os nossos objetivos. Gostava de ter todos os jogadores em pleno, mas a vida das equipas é assim. Por vezes não está um, nasce outro”, frisou.
“VAMOS COLOCAR EM CAMPO AS NOSSAS VALÊNCIAS”
O treinador Benfiquista concordou, ainda, que a experiência adquirida nos últimos dois anos na Champions permite preparar melhor as partidas para esta época. “As nossas vivências vão enriquecendo o grupo. Cada treinador aborda cada jogo olhando ao que tem de fazer, e coloca as suas armas em campo. Foi assim que preparei o primeiro jogo da Champions. Claro que o conhecimento que vamos tendo da competição ajuda a perceber como devemos competir, mas a experiência não garante nada”, vincou.
A filosofia do Benfica é encarar jogo a jogo. Assim sendo, a Liga dos Campeões é a prioridade, mas deixará de ser a partir das 21h30. “A Champions é a prioridade porque é a próxima, segue-se o Campeonato e por aí fora. Depois há Taça da Liga e a Taça de Portugal. É sempre assim, mas cada jogo que faço com o Benfica é para ganhar”, sublinhou.
Na Rússia fala-se em problemas no seio da formação moscovita. Rui Vitória não aprofundou muito o assunto. “O que vejo é que a equipa do CSKA, não a conhecendo por dentro, é uma equipa organizada, sabendo o que que faz em cada jogo, com um misto de jogadores jovens e experientes. Se houve problemas não deram sinais disso”, resumiu.
Já sobre uma eventual estreia de Gabigol pelo Benfica e na Liga milionária, o timoneiro não levantou a ponta do véu: “A estreia de um jogador na Liga dos Campeões é visto de uma forma normal. Todos os nossos jogos são encarados como uma final e temos de dar tudo dentro de campo. Não faço intervenção particular num jogador. Se o Gabriel tiver de jogar, jogará. O importante é que nós entendamos o momento para poder explanar o melhor do seu futebol”, explicou.
ANDRÉ ALMEIDA: "JOGO DIFÍCIL MAS QUEREMOS OS TRÊS PONTOS"
André Almeida marcou presença na sala de conferência de imprensa do Estádio da Luz para lançar o jogo com o CSKA desta terça-feira. O camisola 34 começou por revelar que o grupo está entusiasmado pela estreia nesta edição da Liga dos Campeões.
“O grupo está entusiasmado. É o início de uma competição que todos gostamos de jogar. O grupo é uniforme e complicado. Há boas equipas e bons jogadores. Espero um jogo difícil mas queremos os três pontos”, começou por dizer.
Frente ao Portimonense marcou um grande golo, mas o mais importante foi a equipa. O prémio, esse, estava em casa… “Estou confiante. Foi importante ter ajudado o Benfica a conquistar os três pontos. Tem-se falado do Prémio Puskas, mas não ligo a isso. O meu prémio foi chegar a casa e estar com a minha família”, assumiu.
O grupo A conta com Basileia e Manchester United para além do Benfica e do CSKA. “É um grupo equilibrado, com boas equipas. Vamos ter deslocações complicadas e temos de estar atentos a todos os adversários”, analisou.
Para o jogo de terça-feira, André Almeida deixou uma garantia: “Temos trabalhado bem durante a semana e temos as ideias bem definidas para o jogo. Vamos querer pôr tudo em prática.”

Lista de Convocados

  • Guarda-redes: Bruno Varela e Júlio César;
  • Defesas: Lisandro, Grimaldo, Luisão, Eliseu, André Almeida e Rúben Dias;
  • Médios: Filipe Augusto, Samaris, Zivkovic, Salvio, Pizzi, Cervi e João Carvalho;
  • Avançados: Raúl Jiménez, Jonas, Gabriel Barbosa, Seferović e Rafa.

Boletim Clínico

  • Brevemente

XI Provável

Seferović Jonas
Cervi Pizzi Samaris Salvio
Eliseu Lisandro Luisão (C) Almeida
Varela

Talking Points

  • Qual é a sua previsão sobre o resultado final e os marcadores?
  • Qual é o seu onze inicial, estrutura e dinâmicas preferidos para este jogo?
  • Que jogador ou aspeto do jogo do adversário constitui-se como a maior ameaça para o SL Benfica?
  • Que jogador terá que fazer acontecer, superar-se a si próprio e embalar a equipa para a vitória?
Nota: Este texto foi elaborado recorrendo a informações recolhidas no sítio web da UEFA.
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2015.05.26 19:29 brasilbitcoin Após mais de 6 anos, criação da moeda virtual bitcoin ainda envolve enigma NATHANIEL POPPER DO "NEW YORK TIMES"

É um dos grandes mistérios da era digital.
A caçada por Satoshi Nakamoto, o esquivo criador do bitcoin, cativou até mesmo aqueles que acreditam que a moeda virtual é uma espécie de esquema de pirâmide on-line. Um emaranhado de fatos resultou no surgimento de uma lenda: alguém usando o nome Satoshi Nakamoto lançou o software do bitcoin no começo de 2009 e se comunicava com os usuários da moeda nascente por meio de e-mails –mas nunca por telefone ou em pessoa.
Depois, em 2011, no exato momento em que a tecnologia começou a atrair atenção mais ampla, os e-mails cessaram. De repente, Satoshi sumiu, mas as histórias sobre ele não pararam de crescer.
Ao longo dos últimos 12 meses, venho trabalhando em um livro sobre a história do bitcoin, e é difícil não me deixar atrair pela charada quase mística da identidade de Satoshi Nakamoto. Quando eu estava começando minhas pesquisas, a revista "Newsweek" ganhou atenção com uma reportagem de capa, em março de 2014, na qual alegava que Satoshi era um engenheiro desempregado, de mais de 60 anos, que vivia em um subúrbio de Los Angeles.
Um dia depois de publicada a reportagem, porém, a maior parte das pessoas que conhece bem o bitcoin já havia concluído que a revista tinha apontado o homem errado.
Muitas pessoas na comunidade do bitcoin me disseram que, em deferência ao claro desejo de privacidade do criador da moeda virtual, não queriam ver o mago desmascarado. Mas mesmo entre aqueles que fizeram essa afirmação, poucos conseguiam resistir a um debate sobre as pistas deixadas pelo fundador.
O POSSÍVEL HOMEM
Ao participar dessas conversas com os programadores e empreendedores mais profundamente envolvidos com o bitcoin, encontrei uma crença silenciosa, mas profundamente enraizada de que boa parte dos indícios mais convincentes aponta para um norte-americano recluso de ascendência húngara chamado Nick Szabo.
Szabo é um mistério quase tão grande quanto Satoshi. Mas no curso de meu trabalho de reportagem comecei a levantar novos indícios que me envolveram ainda mais nessa busca, e cheguei até a participar de um raro encontro pessoal com Szabo, em um evento privado reunindo os principais programadores e empreendedores do bitcoin.
No evento, Szabo negou que fosse Satoshi, como o vem negando consistentemente em suas comunicações eletrônicas. Mas ele reconheceu que seu histórico deixava pouca dúvida de que era parte do pequeno grupo de pessoas que, ao longo de décadas, trabalhando às vezes cooperativamente e às vezes em competição, lançaram as fundações para o bitcoin. E criaram muitos dos componentes posteriormente integrados à moeda virtual.
A mais notável contribuição de Szabo foi um predecessor do bitcoin chamado "bit gold", que atingia muitos dos mesmos objetivos da moeda virtual e usava ferramentas semelhantes de matemática avançada e criptografia.
Pode ser impossível provar a identidade de Satoshi até que a pessoa (ou pessoas) que se ocultam por trás da cortina do bitcoin decida se apresentar e prove controlar as velhas contas de comunicação eletrônica de Satoshi.
A essa altura, a identidade do criador já não é importante para o futuro do bitcoin. Desde que Satoshi deixou de contribuir para o projeto, em 2011, a maior parte do código de fonte aberta da moeda virtual foi reescrito por um grupo de programadores cujas identidades são conhecidas.
A CRIAÇÃO
Mas a história de Szabo oferece percepções sobre alguns elementos frequentemente incompreendidos na criação do bitcoin. O software não veio do nada, como se presume ocasionalmente, mas, em vez disso, se baseou em ideias de múltiplas pessoas desenvolvidas ao longo de décadas.
A história do bitcoin envolve mais que simples curiosidade. O software veio a ser encarado em círculos acadêmicos e financeiros como um significativo avanço na ciência da computação, que pode mudar a maneira pela qual o dinheiro funciona e é movimentado. Recentemente, bancos como o Goldman Sachs deram os primeiros passos em direção a adotar a tecnologia.
Szabo manteve seu discreto envolvimento com o projeto. No início de 2014, ele começou a trabalhar para a Vaurum, uma start-up (empresa iniciante de tecnologia) relacionada ao bitcoin e sediada em Palo Alto, Califórnia.
A companhia vinha operando discretamente e seu objetivo era criar um mercado melhor para o bitcoin. Depois de sua chegada, Szabo ajudou a reorientar a empresa a fim de explorar a capacidade do bitcoin para operar com os chamados contratos inteligentes, que permitem transações financeiras autoexecutadas.
Depois que Szabo levou a empresa a tomar essa nova direção, seu nome mudou para Mirror, e ela recentemente levantou US$ 12,5 milhões em capital junto a grupos de capital de risco. A companhia não quis comentar para este artigo.
O papel de Szabo na Vaurum precisava ser mantido em segredo devido ao desejo de privacidade dele. Szabo acabou deixando a empresa no final de 2014, nervoso com a exposição pública, disseram pessoas informadas sobre as operações da companhia. Enquanto esteve lá, porém, o elenco de competências e de conhecimentos de que ele dispunha levou muitos colegas a concluir que Szabo muito provavelmente esteve envolvido na criação do bitcoin, mesmo que não tenha feito o trabalho sozinho.
O ENCONTRO
Fui apresentado a Szabo, um sujeito grandão e barbado, em um evento de bitcoin no lago Tahoe, na casa de férias de Dan Morehead, ex-executivo do Goldman Sachs e atual proprietário da Pantera Capital, uma empresa de investimento cujo foco é o bitcoin. Na época, Szabo trabalhava para a Vaurum. Morehead e os outros executivos de fundos de hedge presentes todos usavam mocassins e jeans de corte fino. Szabo exibia a calvície incipiente por entre os cabelos ruivos já se tornando grisalhos, calçava tênis velhos e usava uma camisa listrada para fora da calça.
Ele não estava participando das rodas de conversa, e consegui encurralá-lo na cozinha na hora dos coquetéis. Ele se mostrou notavelmente reservado e contornou perguntas sobre onde vivia e trabalhava, mas ficou irritado quando citei o que se diz sobre ele na Internet –por exemplo, que ele é professor de direito na Universidade George Washington– e sobre a possibilidade de que seja o criador do bitcoin.
"Bem, direi o seguinte, na esperança de estabelecer o histórico", ele comentou, em tom ácido. "Não sou Satoshi e não sou professor universitário. Na verdade, nunca fui professor universitário."
A conversa se tornou menos acalorada quando lhe perguntei sobre as origens dos muitos complicados componentes de código e criptografia usados para o software do bitcoin, e sobre o pequeno número de pessoas que teriam os conhecimentos necessários a unir essas peças.
Quando questionado se acreditava que Satoshi conhecia seu trabalho, Szabo disse entender por que havia tanta especulação quanto ao seu papel no processo. "Tudo que digo é que existem muitos paralelos, e isso parece engraçado, para mim e para outras pessoas."
O jantar começou, interrompendo a conversa, e não tive nova oportunidade de falar com Szabo.
Quando troquei e-mails com ele, Szabo repetiu sua negativa. "Como já declarei muitas vezes, essas especulações todas são lisonjeiras, mas erradas –não sou Satoshi."
PUNKS
Muitos dos conceitos centrais para o bitcoin foram desenvolvidos em uma comunidade on-line conhecida como Cypherpunks, uma organização frouxamente conectada de ativistas da privacidade digital. Como parte de sua missão, eles decidiram criar um dinheiro virtual que pudesse ser tão anônimo quanto o dinheiro físico. Szabo era membro da comunidade e em 1993 escreveu uma mensagem aos demais cypherpunks descrevendo as diversas motivações dos participantes de uma reunião do grupo que acabava de acontecer.
Algumas das pessoas, ele escreveu, "são libertários que querem excluir o governo de suas vidas, outras são progressistas que lutam contra a NSA [Agência Nacional de Segurança norte-americana], outras ainda se divertem ao incomodar os poderosos com hacks bacanas".
Szabo tinha uma mentalidade libertária. O que o atraía nessas ideias, ele me disse, era em parte relacionado ao seu pai, que combateu os comunistas na Hungria nos anos 50 antes de se assentar nos Estados Unidos, onde Szabo nasceu há 51 anos. Criado no Estado de Washington, Szabo estudou ciência da computação na Universidade de Washington.
Diversas experiências com dinheiro digital foram conduzidas nas listas do Cypherpunks nos anos 1990. O pesquisador britânico Adam Back criou o hashcash, mais tarde um dos componentes centrais do bitcoin. Outro projeto, chamado money, foi criado por Wei Dai, um engenheiro de computação muito zeloso de sua privacidade.
Quando nenhuma dessas experiências decolou, muitos dos participantes do grupo perderam o interesse pelo assunto. Mas não Szabo. Ele trabalhou seis meses como consultor para uma companhia chamada DigiCash, de acordo com um post em seu blog. Em 1998, enviou uma descrição genérica de seu projeto de dinheiro virtual, o bit gold, a um pequeno grupo de pessoas ainda interessadas na ideia, como Daí e Hal Finney, programador em Santa Barbara, Califórnia, que tentou criar uma versão de uso prático para a moeda.
O conceito do bit gold era bem parecido com o do bitcoin. Incluía um token digital escasso, como o ouro, que podia ser enviado eletronicamente sem a necessidade de passar por uma autoridade central, por exemplo um banco.
Esse histórico aponta para o papel importante que Szabo e diversos outros pesquisadores desempenharam na criação dos blocos básicos de construção do bitcoin. Quando o estudo no qual Satoshi Nakamoto descrevia o bitcoin foi publicado, em 2008, ele citava o hashcash, de Back. As primeiras pessoas com quem Satoshi fez contato privado por e-mail foram Back e Dai, dizem os dois. E Finney, que morreu recentemente, ajudou Satoshi a melhorar o software do bitcoin no final de 2008, antes que ele fosse publicamente lançado, de acordo com e-mails que me foram encaminhados por Finney e sua família.
Foram as atividades de Szabo em 2008, logo que o bitcoin emergiu, no entanto, que geraram boa parte das suspeitas sobre seu papel no projeto. No segundo trimestre daquele ano, antes que qualquer pessoa tivesse ouvido falar de Satoshi Nakamoto e do bitcoin, Szabo retomou a ideia do bit gold em seu blog e em conversas on-line sobre uma versão viva da moeda virtual; ele perguntou aos leitores: "Alguém quer me ajudar com o código?"
Depois do surgimento do bitcoin, Szabo alterou a data de seu post. Com a mudança, o post parecia ter sido publicado depois que o bitcoin foi lançado,como mostram versões de arquivo do blog.
Os escritos de Szabo sobre o bit gold, na época, contêm muitos paralelos notáveis com a descrição do bitcoin por Satoshi, o que inclui formulações semelhantes e até maneirismos comuns de escrita. Em 2014, pesquisadores da Universidade de Aston, Inglaterra, compararam as escritas de diversas pessoas suspeitas de serem Satoshi e constataram que nenhuma era tão compatível quanto a de Szabo. A semelhança era "perturbadora", de acordo com Jack Grieve, o professor que comandou o projeto.
Quando li os escritos de Szabo on-line, se tornou óbvio que, nos 12 meses anteriores ao surgimento de Satoshi e lançamento do bitcoin, Szabo estava de novo pensando a sério sobre o dinheiro digital.
Ele escreveu com frequência, ao longo de diversos meses, sobre os conceitos envolvidos no dinheiro digital, incluindo os tais contratos inteligentes, um conceito tão especializado que Szabo muitas vezes recebe crédito pela invenção do termo.
LIBERDADE
O blog de Szabo explicava por que ele estava examinando essas questões de maneira tão apaixonada: a crise financeira mundial que estava em curso lhe sugeria que o sistema monetário estava quebrado e requeria substituição.
"Para aqueles que amam nossas liberdades, passadas e futuras, a hora de atacar é agora", escreveu Szabo em seu blog no final de 2007, ao endossar a campanha do libertário Rand Paul pela indicação presidencial republicana, em parte por conta das visões de Paul sobre o sistema financeiro.
Para muitos observadores do bitcoin, tão notável quanto os escritos de Szabo no período é seu silêncio depois do surgimento do bitcoin em outubro de 2008. Afinal, a moeda virtual era uma experiência quanto a tudo aquilo sobre o que ele vinha escrevendo há anos. Ao contrário de Daí, Finney e Back, Szabo não liberou mensagens recebidas de Satoshi no período ou admitiu ter se comunicado com ele.
Szabo fez uma primeira menção passageira ao bitcoin em seu blog na metade de 2009, e em 2011, quando a moeda ainda estava lutando para ganhar empuxo, escreveu sobre ela de novo, mais extensamente, mencionando as semelhanças entre bitcoin e bit gold. Ele reconheceu que pouca gente teria o conhecimento e o instinto requeridos para criar qualquer das duas moedas.
"Eu, Wei Dai e Hal Finney éramos as únicas pessoas que conheço que gostavam da ideia [no caso de Daí, de sua ideia correlata] o bastante para levá-la adiante de forma significativa, até que surgisse Nakamoto (presumindo que Nakamoto não seja Finney ou Dai)", escreveu Szabo.
Quem quer que ele seja, o verdadeiro Satoshi Nakamoto tem bons e múltiplos motivos para querer ficar anônimo. Talvez o mais óbvio seja o potencial perigo. O pesquisador argentino Sergio Demian Lerner concluiu que Satoshi Nakamoto muito provavelmente recebeu quase um milhão de bitcoins no primeiro ano de operação do novo sistema. Já que um bitcoin vale cerca de US$ 240, esse saldo teria valor superior a mais de US$ 200 milhões. E isso bastaria para transformar Satoshi em alvo.
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